Grupo logístico destacou avanços no TVV, após início de operação da retroárea, e crescimento acima do mercado na cabotagem
A Log-In Logística Integrada encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita operacional líquida (ROL) de R$ 777,1 milhões, alta de 5,1% em relação ao mesmo período de 2025. O Ebitda ajustado somou R$ 113,9 milhões, com margem de 14,7%. O Terminal Portuário de Vila Velha (TVV) registrou o maior Ebitda de sua história e movimentou o maior volume de contêineres já operado pelo terminal, além de iniciar as operações da retroárea Penedo, em maio. A cabotagem transportou o maior volume para um segundo trimestre e cresceu acima do mercado. Já a Tecmar ampliou o volume de rodo-cabotagem, movimento que aproxima a operação rodoviária da malha de navegação.
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A navegação costeira encerrou o trimestre com R$ 500,8 milhões de ROL, em linha com o segundo trimestre de 2025, e Ebitda ajustado de R$ 86,4 milhões, com margem de 17,3%. O volume total transportado chegou a 193,4 mil TEUs, alta de 6,6%, puxado pela Cabotagem e pelo Mercosul. Na cabotagem, a companhia movimentou o maior volume e registrou a maior receita já alcançados para um segundo trimestre.
Segundo a Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac), o mercado cresceu 4,2% no período, favorecido pela fiscalização da tabela de frete mínimo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que ampliou a competitividade do modal. Para a Log-In, o crescimento da empresa acima dessa média é resultado do esforço comercial para ampliar a base de clientes. No trade Mercosul, o avanço do volume acompanhou a intensificação das exportações argentinas.
De acordo com o presidente da Log-In, Marcus Voloch, o trimestre confirmou a direção definida para os ativos do grupo. "A cabotagem e o TVV são duas frentes que respondem por boa parte da nossa capacidade de gerar caixa e que evoluíram ao mesmo tempo, de modo que os resultados do período refletem a consistência da estratégia de crescimento integrado com foco na excelência operacional adotada pela companhia", afirmou Voloch.
Na frente de integração, o crescimento do volume de rodo-cabotagem ampliou a conexão entre a Tecmar e a navegação costeira, com mais cargas fracionadas usando o trecho marítimo em substituição à estrada. Para o executivo, a evolução da cabotagem tem relação direta com a agenda de nível dos serviços oferecidos neste modal. "Migrar carga para a cabotagem é um processo que exige previsibilidade, e é isso que estamos entregando", salientou Voloch.
No segundo trimestre, o TVV registrou a maior ROL e o maior Ebitda de sua história para o período, somando R$ 134,3 milhões e R$ 70 milhões, respectivamente, altas de 35,5% e 70,5% na comparação anual. A margem Ebitda chegou a 52,1%, avanço de 10,7 pontos percentuais sobre o segundo trimestre de 2025.
A movimentação de contêineres alcançou 65,5 mil boxes, crescimento de 8,1% e maior marca já registrada pelo terminal. De acordo com a Log-In, a exportação foi puxada por café e granito em chapa, com a recuperação das exportações após um segundo trimestre de 2025 desafiador. Na importação, o volume chegou ao recorde de 26,9 mil boxes, sustentado pela movimentação de veículos elétricos em contêineres flat rack. Na carga geral, o terminal acumula 415,1 mil toneladas no primeiro semestre, alta de 40% sobre os seis primeiros meses de 2025, com a demanda por veículos elétricos elevando também a movimentação de navios Ro-Ro.
Em maio, o TVV iniciou as operações da Retroárea Penedo, que adicionou 65.154 m² ao terminal, aumento de 60% em relação à área total anterior, e passou a atender às demandas de importação e exportação de contêineres, granito, produtos siderúrgicos e fertilizantes. Segundo o diretor de terminais da Log-In, Gustavo Paixão, a receita de armazenagem e serviços acessórios já refletiu a nova estrutura no trimestre.
"Ganhamos 60% de área em um terminal que vinha operando com alto nível de ocupação, o que nos permite receber mais carga e trabalhar com perfis diferentes de produto. O recorde de movimentação de contêineres no mesmo período mostra que a demanda estava lá esperando essa capacidade", avalia o executivo.
A Log-In também destacou a continuidade do processo de turnaround da Tecmar Transporte & Logística no segundo trimestre, com a revisão da estrutura organizacional, o aprimoramento dos indicadores de desempenho e a seleção de contratos com maior potencial de retorno. A divisão encerrou o período com ROL de R$ 142 milhões, alta de 4,3% em relação ao período de abril a junho de 2025.
A Tecmar avalia que o crescimento desse segmento é decorrente, sobretudo, da carga fracionada (Less than Truckload – LTL), favorecida por um mix de cargas mais rentável, e da Tecmar Norte, que ampliou a receita com os serviços de armazenagem voltados às cargas de importação na região Norte do país. O volume de rodo-cabotagem também avançou no trimestre, com ganho de escala nas operações intermodais de curta distância que alimentam a Cabotagem na modalidade porta a porta.
O diretor-executivo da Tecmar, Clóvis Severino, acrescentou que a empresa segue em fase de ajuste com foco na integração com os demais ativos do grupo. "O plano de reestruturação segue em curso e passa por rever a carteira de contratos, ajustar a estrutura de gestão e ampliar a integração com a cabotagem. O crescimento da receita e o avanço do volume de rodo-cabotagem indicam que o caminho de transformar a Tecmar em um operador multimodal está funcionando", destacou Severino.
















