A Petrobras assinou contrato para adquirir 50% de participação no bloco Itaimbezinho, operado pela Equinor na Bacia de Campos, em operação ainda sujeita à aprovação da ANP e do Cade e alinhada ao Plano de Negócios 2026-2030 da companhia.
Atualmente, a Equinor detém 100% do bloco Itaimbezinho, localizado no polígono do pré-sal da Bacia de Campos. Com a conclusão da transação, o consórcio passará a ser formado por Equinor Brasil Energia (50%, operadora) e Petrobras (50%), sob gestão contratual da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), responsável pela administração do contrato de partilha de produção. O acordo segue os trâmites internos de governança da estatal e integra a estratégia de recomposição e qualificação do portfólio exploratório, com foco em ativos de maior potencial em águas profundas e ultraprofundas.
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Itaimbezinho está localizado a cerca de 15 km do projeto Raia, também na Bacia de Campos, que tem entrada em operação prevista para 2028 e capacidade projetada para escoar até 16 milhões de m³/dia de gás natural, volume estimado em cerca de 15% da demanda nacional de gás no período. A proximidade entre as áreas abre espaço para futuras sinergias de infraestrutura de escoamento e processamento, o que pode reduzir custos de desenvolvimento e aumentar a atratividade econômica do bloco.
Para a Petrobras, a aquisição reforça o movimento recente de retomada de posições em ativos exploratórios considerados estratégicos, ao lado de iniciativas no exterior, como a compra de 75% e a operação de um bloco offshore em São Tomé e Príncipe, também anunciada em 2026. A conclusão do negócio em Itaimbezinho, contudo, ainda depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo a análise concorrencial pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a aprovação regulatória da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).














