Em balanço divulgado nesta terça-feira (27), a administrado do Porto de Antuérpia-Bruges informou que o complexo portuário encerrou 2025 com movimentação total de 266,5 milhões de toneladas e queda de 4,1% em comparação com 2024, mas em linha com os anos anteriores. De acordo com a autoridade portuária, o resultado foi consequência de tensões geopolíticas e incertezas econômicas, como.a guerra na Ucrânia e os conflitos comerciais entre Estados Unidos, Europa e China, além da volatilidade do comércio global, congestionamentos nos terminais de contêineres e greves de trabalhadores.
O maior movimento de cargas foi em cargas de e para Estados Unidos, chegando a 31,3 milhões de toneladas, devido principalmente ao aumento das importações de GNL. Mas, segundo a autoridade portuária, o tráfego foi irregular ao longo do ano, devido à expectativa de tarifas de importação e ao declínio a partir do segundo trimestre. Além disso, a elevação de taxas de importação pelo governo americano teve impacto negativo sobre as exportações de ferro, aço e automóveis, entre outros produtos.
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Ao mesmo tempo, as importações de contêineres da China aumentaram 3,8%, ampliando ainda mais o desequilíbrio nos fluxos de contêineres com o Extremo Oriente. A China, que já era o principal país de origem de contêineres, tornou-se a principal origem de automóveis em 2025.
De acordo com o balanço, a proibição europeia ao transbordo de GNL russo para destinos fora da União Europeia impactou negativamente os volumes do terminal de Zeebrugge. Mas há expectativa de que o aumento da capacidade de produção de GNL nos Estados Unidos e no Oriente Médio impulsione o crescimento do segmento.
A administração portuária informou ainda que de janeiro a julho, a interrupção das programações de navegação, o redirecionamento de cargas, o fim de parceria e o surgimento de outras no segmento de contêineres aumentaram a pressão sobre a logística do setor. Além disso, uma greve de 25 dias interrompeu a movimentação de cargas em todo o complexo, resultando em perda estimada em 2,4 milhões de toneladas, equivalente a cerca de 1% da movimentação anual.
Nesse contexto, a movimentação de contêineres ficou praticamente estável, com alta de 0,4% em tonelagem e 0,7% em TEUs, e a participação de mercado na região Hamburgo-Le Havre caiu 1,2%, para 29,3%, nos primeiros nove meses, em consequência do congestionamento contínuo.
A movimentação de granéis líquidos teve queda acentuada devido à redução de 19% nos produtos petrolíferos por causa da diminuição das exportações de gasolina para a África Ocidental e à redução das importações de diesel. Já o segmento de carga geral convencional registrou em 2025 aumento de 1,6%, impulsionada pelos fortes volumes do quarto trimestre, mas a movimentação de ferro e aço caiu 1,7%, enquanto os demais fluxos de carga geral convencional aumentaram 14,4% no total.
A movimentação de navios RoRo cresceu 3%, impulsionada pelo aumento de caminhões, equipamentos pesados e carros usados. A movimentação de granéis sólidos caiu 12,1%, principalmente devido à redução nos volumes de fertilizantes, carvão e areia.
No total, 20.236 navios de longo curso atracaram no porto, com alta de 0,2%, enquanto o numero de embarcações de cruzeiro caiu para 166, transportando 466.089 passageiros.

















