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Caminhoneiros de MT querem discutir preço mínimo de frete com produtor

SÃO PAULO ­ Representantes dos caminhoneiros de Mato Grosso, que ficaram seis dias em greve, devem se reunir na próxima segunda­feira com membros da indústria de grãos e produtores para discutir preços mínimos de frete. O encontro está sendo intermediado pelo governo do Estado.

Os caminhoneiros liberaram as rodovias de Mato Grosso ontem pela manhã, após reunião com o senador José Medeiros (PSD­MT) e o superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Arthur Nogueira. O senador garantiu aos motoristas, e reiterou em sua página do Facebook que levaria o pleito sobre fretes ao presidente Michel Temer ainda hoje. Ele também garantiu que apoiará o Projeto de Lei 528/2015, que trata dos preços mínimos do frete, quando ele chegar ao Senado.


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Gilson Baitaca, um líderes do Movimento dos Transportadores de Grãos (MTG), afirmou que a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e a Associação dos Produtores de Milho e Soja de MT (Aprosoja­MT) irão ao encontro.
Porém, a Aprosoja­MT e a Abiove negaram ter qualquer reunião agendada com o movimento. “A Abiove reforça que os preços são determinados livremente pelo mercado, pelas condições de oferta e demanda. Cada empresa determina a sua política de fretes de forma livre e individual. Não cabe à Abiove conversar sobre preços de frete”, diz a entidade, em nota. A Famato não respondeu ao pedido do Valor.

"A nova reunião servirá para definirmos as políticas para o transporte no Estado e não só a tabela mínima de fretes. A ideia também é discutir fiscalização sobre empresas de transporte, vale­pedágio, cota­frete, entre outros assuntos”, diz Baitaca, do MTG, nas redes sociais.
A paralisação dos últimos seis dias atingiu pontos diferentes da BR­163 e da BR­364 e impediu a passagem de caminhões com a soja, que começa a ser colhida. O movimento levou algumas tradings a mudarem as operações. Em nota, a Bunge informou que a unidade de Rondonópolis operou com "limitações, já que o bloqueio estava na portaria de veículos, tanto na entrada quanto na expedição de caminhões". A ADM afirmou que “as atividades foram paralisadas por alguns dias, mas hoje, aos poucos, as coisas estão voltando ao normal".

O preço médio do frete para transporte de grãos caiu 30% entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016, mas em algumas rotas ultrapassou este percentual. Ao mesmo tempo, os custos para os caminhoneiros aumentou com a elevação do valor do diesel. Nesta mesma época do ano passado, os motoristas fizeram paralisações em todo o país, impedindo a passagem da safra 2015/16.

Fonte:Valor Econômico/Fernanda Pressinott






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