Placas solares, Centro de Eventos e o parque de tancagem de combustíveis que será transferido ao Pecém devem ser os primeiros ativos a serem negociados pelo Estado. A apresentação deles à iniciativa privada deve ocorrer em novembro em São Paulo.
“Estamos trabalhando agora em cada um dos ativos para definir o modelo mais adequado para cada um deles. O início do road show deve ser em novembro, mas até lá estaremos aptos a lançar ainda este ano pelo menos três dos equipamentos”, afirmou o secretário estadual do Planejamento, Hugo Figueiredo, fazendo referência aos ativos citados.
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Ele ressalta que o valor mínimo que o Estado pretende arrecadar no leilão com estes primeiros equipamentos também ainda não foi fechado.
No Programa de Concessões e Parcerias Público-Privadas, divulgado no último dia 25 de agosto pelo Governo do Ceará, constam ainda o Centro de Formação Olímpica (CFO); Acquario Ceará; Ceasa; Arena Castelão; Sistema metroviário (incluindo VLT Sobral, VLT Cariri, Linha Sul e VLT Parangaba-Mucuripe); Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP); Cinturão Digital; e Terrenos (incluindo Expoece, IPPOO I, Cavalaria e o antigo Centro de Convenções de Fortaleza).
Figueiredo explicou que o parque de tancagem de combustíveis, que o Governo pretende transferir do Porto do Mucuripe para o Pecém, será negociado separado das demais estruturas do Complexo do Pecém. Sobre este, ainda está em estudo uma parceria com o grupo holandês que administra o Porto de Rotterdam, o principal da Europa, para otimizar e aumentar os investimentos na área portuária.
“O parque de tancagem é uma das alavancas que vai permitir o crescimento do porto, é num nível mais operacional. Ainda não será com a participação do Porto de Rotterdan”, informou o secretário ressaltando que a concessão do Porto do Pecém deve demorar mais em função de um nível de detalhamento maior de estudos.
Porém, sobre o parque de tancagem existe ainda um impasse entre o Governo do Ceará e a Petrobras. O Estado quer transferi-lo da área do Mucuripe para o Pecém, atendendo recomendação do Ministério Público Federal em função do risco de acidentes no local. Por outro lado, a Petrobras anunciou, em junho deste ano, no seu plano de desinvestimentos, a venda do terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) e a termelétrica UTE TermoCeará, localizados no Pecém.
De acordo com informações divulgadas pela Reuters no último dia 24, com base em um documento da Petrobras, o compartilhamento das duas atividades no mesmo terminal seria inviável, o que poderia resultar em uma “desmobilização do terminal de GNL”. Ontem, a Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra) informou que ainda não houve avanço nas negociações e que o Governo do Ceará e a Petrobras estão em tratativas para “analisar o GNL e a repercussão em outros projetos estratégicos do Estado”. (Irna Cavalcante)
NÚMEROS
10 ativos estão na primeira lista de projetos a serem concessionados pelo CE
Fonte: O Povo (CE)