A Santos Brasil, empresa que administra o Tecon Santos, recebeu no último sábado (10) dois novos portêineres (guindastes de cais) e oito guindastes de pátio (RTGs) elétricos fabricados pela empresa chinesa ZPMC, que representaram investimentos de R$ 300 milhões. Segundo a operadora de terminais, os equipamentos foram trazidos desmontados no convés do navio Zhen Hua 28, que partiu da China em 15 de novembro, e desembarcados por trilhos que conectam a embarcação ao cais.
De acordo com a Santos Brasil, a previsão é que a operação-padrão dos novos guindastes seja iniciada em fevereiro, enquanto a remota será feita gradualmente, após testes, configuração dos sistemas e treinamento das equipes. Esse processo, explicou a companhia, pode levar até um ano para ser concluído.
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A Santos Brasil informou ainda que os novos portêineres contam com a tecnologia Truck Position System (TPS), que garante o posicionamento preciso das carretas durante as operações de embarque e descarga, aumentando a segurança e a produtividade. Cada portêiner tem 50 metros de altura, do cais à lança, e 70 metros de alcance, com capacidade para movimentar simultaneamente até dois contêineres de 20 pés cheios, totalizando até 100 toneladas de carga. Além disso, permitem operação remota, do centro de controle, modelo já adotado com os RTGs.
Os oito novos RTGs elétricos se somam às oito unidades já em operação no pátio do Tecon Santos, que prevê ainda a compra de outros 30 do mesmo tipo para substituir os modelos a diesel. Segundo a empresa, a troca trará impactos ambientais e ganhos operacionais porque cada RTG elétrico evita a emissão de cerca de 20 toneladas de CO₂ por mês e, com a substituição de todos os antigos, a redução chegará a 713 toneladas mensais, com queda de 97%.
A Santos Brasil acrescentou que a ampliação e a modernização do Tecon Santos foram iniciadas em 2019 e que até 2031 serão investidos cerca de R$ 3 bilhões, dos quais aproximadamente R$ 2 bilhões já foram aplicados. Os aportes, informou a empresa, fazem parte de seu Plano de Transição Climática, que tem como meta tornar as operações net zero até 2040.


















