O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a administração do Complexo Portuário de Suape, em Pernambuco, anunciaram nesta sexta-feira (30) o fim das obras de dragagem no canal de acesso ao porto pernambucano. Iniciada em 18 de agosto de 2025, o serviço incluiu aprofundamento do canal de 10 metros para 16,2 metros, o que permitirá ao terminal receber navios de grande porte. A dragagem foi executada em consórcio pela holandesa Van Oord e pela belga Jan De Nul.
A dragagem custou R$ 217 milhões, dos quais R$ 117 milhões aportados pelo governo pernambucano e R$ 100 milhões do Orçamento Geral da União. O pacote de obras incluiu também a dragagem e manutenção da bacia de evolução e de dois píeres de granéis líquidos, que foram aprofundados para até 18,5 metros. No total, foram dragados 4,18 milhões de metros cúbicos de material.
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Na obra, foram usadas dragas de última geração, dos tipos Backhoe, com duas embarcações de apoio, e Hopper, equipadas com tecnologia de rastreamento via satélite e sensores capazes para identificar, em tempo real, a abertura da cisterna. Segundo a autoridade portuária, os sistemas garantiram o controle sobre a área de dragagem e sobre o local de descarte do material.
Também o canal externo de Suape passou recentemente por dragagem e teve, em outubro de 2025, seu calado homologado pela Marinha do Brasil, que atestou 20 metros de profundidade na área. Além disso, de acordo com a administração do Complexo Portuário de Suape, o molhe de proteção do porto externo está recuperação, com investimentos de R$ 123 milhões, para modernização da estrutura e melhoria da segurança durante as operações.
O diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, disse que a dragagem e o aumento do calado terão impacto na atração de novos investimentos e na instalação de novas empresas no complexo portuário, como consequência do aumento da capacidade de movimentação de cargas e de receber navios de grande porte. “Chegarão a Suape os grandes navios do mundo, melhorando a logística e trazendo vantagem para a nossa indústria", afirmou.

















