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Desaquecimento econômico afetará concessões, alerta Skaf

A falta de crédito, a burocracia dos órgãos públicos e a crise política enfrentada pelo País podem afetar o interesse dos investidores no primeiro pacote de concessões portuárias do Governo, que prevê o arrendamento de 29 terminais em Santos e no Pará. O alerta é do presidente da Federação e do Centro das Indústrias dos Estado de São Paulo (Fiesp-Ciesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em São Paulo, Paulo Skaf, que considera 2015 um “ano de vacas magras”.

Skaf esteve em Santos na última sexta-feira(15), para a inauguração do primeiro laboratório de simulação de operações portuárias da América Latina, que fica na Escola Senai Antonio Souza Noschese, na Vila Mathias, na Cidade. A unidade de ensino também abriu ao público seu laboratório de áreas classificadas por risco de explosão e uma oficina de panificação. Os três espaços representaram um investimento de R$ 3,96 milhões. Só o laboratório portuário custou R$ 2,7 milhões e utiliza tecnologia norte-americana.

Sobre a expectativa da Fiesp após a liberação do pacote de concessões portuárias pelo Tribunal de Contas da União (TCU), ocorrida no último dia 6, Skaf destacou que aguarda os próximos passos da Secretaria de Portos (SEP), o que inclui a atualização dos critérios de licitação e a publicação dos editais das concorrências.

“Nós recebemos recentemente na Fiesp-Ciesp, lá na Avenida Paulista, o ministro dos Portos (Edinho Araújo). E ele nos assegurou que está com toda dedicação para acelerar essa questão, que é muito importante para o desenvolvimento do Porto e do Brasil. Então nós estamos acompanhando junto ao ministério dos portos. Depende deles e não de nós”.

No Porto de Santos, a SEP dividiu as áreas que serão arrendadas em nove lotes. A medida foi tomada pois, em alguns casos, terminais serão licitados juntos para que sejam implantadas grandes instalações, garantindo ganhos de movimentação em escala.

Apesar da expectativa para a publicação dos editais, há o temor de que a situação econômica do País afaste os investidores do pacote de concessões. Isto porque o plano de arrendamentos de terminais foi anunciado pelo Governo Federal há dois anos, quando o desempenho da economia brasileira era considerado favorável, situação bem diferente da atual.

“Lamentavelmente o cenário econômico do País é muito pior. Nós estamos em um ano em que a expectativa é de um crescimento negativo de quase 2% da economia brasileira e um crescimento negativo da indústria de quase 5%”, destacou o presidente da Fiesp.

Capacitação

Durante a inauguração do laboratório portuário, Skaf destacou a necessidade de capacitar a mão de obra que atua no cais santista, diante do avanço da tecnologia nos terminais. A sala ocupa três ambientes, sendo duas delas utilizadas por alunos e outra, por professores.

Como em todo simulador, a ideia é reproduzir com fidelidade os movimentos e as dificuldades operacionais. A diferença, neste caso, é que até quatro equipamentos podem ser utilizados pelos estudantes simultaneamente. Os aparelhos tem as mesmas tecnologias das máquinas encontradas no cais.

“Para que a gente tenha um porto eficiente, competitivo, nós precisamos de infraestrutura, precisamos de obras e investimentos, mas nós precisamos também de pessoal bem treinado. Esses equipamentos são a forma. E o Senai tem como lema o aprender fazendo. Então são simuladores que simulam guindastes para o transporte de contêineres, guindastes para o transporte de granéis, operação de empilhadeiras”, explicou Paulo Skaf.

Fonte: Tribuna On-line/Fernanda Balbino






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