Até o final do ano, o Terminal Embraport, instalação privada do Porto de Santos especializado na operação de contêineres, terá um novo armazém alfandegado. Ele começa a ser erguido neste mês na área da empresa, na Margem Esquerda do complexo marítimo, ao lado da Ilha Barnabé, na Área Continental de Santos, O investimento é de R$ 11,8 milhões.
O armazém terá 5 mil metros quadrados de área construída, com capacidade para 4.500 posições pallets (em cada posição, é possível colocar uma pilha de pallet com mercadorias). E ainda pode ser expandido para 12 mil metros quadrados. As obras devem levar de cinco a seis meses.
O local concentrará os serviços logísticos oferecidos pela Embraport – a consolidação e a desconsolidação de cargas fracionadas, com a estufagem ou a desova direta de contêineres para caminhões, o crossdocking.
A consolidação de cargas, que ocorre em operações de exportação, se caracteriza pelo acondicionamento de um único ou vários lotes de produtos em determinado contêiner (sua estufagem). Já a desconsolidação é o trabalho inverso, acontecendo na importação, com a retirada (desova) de um único ou vários lotes de carga de um determinado contenedor.
“O conceito da Embraport é ser um terminal multimodal, que oferece serviços por via marítima, rodoviária e ferroviária. Além disso, estamos realizando importantes investimentos para atrair novos clientes e posicionar a Embraport como um provedor logístico completo, com conceito de one stop shop, ou seja, oferecendo serviços integrados, como LCL, crossdocking, ferrovia, entre outros. Neste quesito, o novo armazém será um grande diferencial para as operações do terminal”, destacou o CEO da Embraport, Ernest Schulze.
Inicialmente, projeto prevê 5 mil metros quadrados, mas poderá ser ampliado para 12 mil metros quadrados
Expansão
O executivo explica que, entre este e o próximo ano, a empresa estará concentrada nas operações do terminal. A meta é ter certeza de que tudo funciona perfeitamente na instalação portuária. Hoje, a Embraport conta com uma capacidade de movimentação de 1,2 milhão TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).
“O próximo passo é olhar para o desenvolvimento do mercado e, em caso positivo, direcionar recursos para a fase 2, que expandirá a capacidade do terminal para 2 milhões de TEU ”, explicou Ernest Schulze.
No entanto, ainda é difícil prever quando essa expansão deverá ocorrer. Tudo depende das demandas de mercado.
“A questão é o quão rápido a economia vai se desenvolver para que coloquemos a fase 2 em execução. Se olharmos para Embraport em cinco ou dez anos, não estaremos concentrados apenas na movimentação de contêineres. O objetivo é ser um provedor logístico, com serviços específicos relacionados ao nosso negócio para desenvolver outros negócios”, destacou o CEO do terminal.
Fonte: A Tribuna On-line
PUBLICIDADE