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Explosão no Porto do Recife

Acidente aconteceu no navio-tanque Praia do Sancho e deixou quatro feridos
Quatro pessoas ficaram gravemente feridas na explosão de uma bomba de combustível do navio-tanque Praia do Sancho, que estava atracado na manhã de sexta-feira por trás do Armazém 14, no Cais 13 do Porto do Recife. Duas das vítimas, Waldemar Câmara Góes Júnior, 48 anos, e José Cícero Moreira, 28, sofreram queimaduras de 2º e 3º graus e tiveram 95% do corpo queimado e estão internados em estado grave no Hospital da Restauração (HR). O terceiro homem ferido, José Arimatéia da Silva, 45, que se encontrava no convés da embarcação, teve 10% do corpo queimado. Mas com o impacto da explosão, ele foi arremessado e bateu com a cabeça na fuselagem do navio. Por isso, José Arimatéia permanece em observação. O último atingido Francisco Alves da Silva, 56, estava em cima da plataforma e na hora do acidente foi jogado ao mar. Ele teve queimaduras na perna, braço e rosto, mas já recebeu alta, mas deverá ser acompanhado no ambulatório do Centro de Tratamento de Queimados do HR.
Embarcação estava atracada no Cais 13, por trás do Armazém 14. Vítimas estão internadas em estado grave no Hospital da Restauração Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press
De acordo com o chefe da Unidade de Queimados do HR,Marcos Barreto, Waldemar e José Cícero chegaram à emergência entubados, passaram por curativos profundos e encontram-se sedados, respirando com a ajuda de aparelhos na UTI de Traumatologia. "O estado deles é gravíssimo. Estão respirando com a ajuda de ventilação mecânica", disse. A família de José Cícero esteve ontem à tarde no hospital, mas não quis falar com a Imprensa. Segundo testemunhas, o impacto da explosão foi tão grande que um pedaço de metal foi parar na Avenida Alfredo Lisboa.
De acordo com a Agemar, empresa responsável pelo transporte do navio, os marinheiros estavam realizando um trabalho de manutenção quando aconteceu o acidente. Dois deles, José Arimatéia e Francisco da Silva, estavam na proa e os outros dois, Waldemar e José Cícero, no porão, áreas mais afetadas, além do alojamento. O navio é utilizado para transportar combustível para o Arquipélago de Fernando de Noronha. Ele realiza cerca de duas viagens por mês e tinha atracado no Recife na semana passada. Com seis tanques, transporta 70 mil litros de diesel em cada uma dessas viagens. O combustível é utilizado para abastecer um posto na ilha e a concessionária de energia da Celpe no local. As causas da explosão serão conhecidas após o resultado do laudo elaborado pela Capitania dos Portos, que iniciou ainda na manhã de ontem uma perícia no local. O resultado será divulgado dentro de 90 dias. "Os marinheiros vão fazer uma analise da casa de máquinas e das outras partes do navio. Assim que for possível vamos conversar com as vítimas para saber o que estava acontecendo no momento da explosão. É um trabalho que leva um certo tempo", argumentou o sargento da Marinha, Almir Pereira. "Só após essa perícia da Capitania dos Portos é que poderemos saber o que causou de fato a explosão. O que temos de concreto é que nenhum tanque de combustível ou botijão do navio foi afetado", comentou o engenheiro da Agemar, Fernando Fragoso. A administração do Porto do Recife informou por meio da assessoria de imprensa que a Diretoria de Operações realizou a análiseno local do acidente e constatou que não será necessária a interdição do Cais 13 para atracação de navios cargueiros de pequeno porte. Também não houve prejuízo para a operação de embarque e desembarque de outros barcos que estão no local. Ainda de acordo com a assessoria do Porto, não foi constatado nenhum vazamento de óleo ou qualquer tipo de incidente que comprometesse o meio ambiente.

Fonte: Diário de Pernambuco

 

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