Diário do Nordeste já havia adiantado que dos R$ 5 bilhões restantes para a conclusão da ferrovia, R$ 1,4 bilhão seria proveniente de fontes públicas
Para ver pronta a Ferrovia Transnordestina, o governo concordou em aportar mais R$ 1,4 bilhão no projeto nos próximos três anos. A CSN, sócia privada da ferrovia, promete colocar mais R$ 1,8 bi até 2021, quando a obra seria concluída.
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A proposta financeira foi apresentada ontem (6), pela Transnordestina Logística S/A, o braço da CSN responsável pelo projeto. O Diário do Nordeste já havia adiantado, em reportagem publicada na edição do último dia 3, que dos R$ 5 bilhões restantes para a conclusão da ferrovia, R$ 1,4 bilhão seria proveniente de fontes públicas.
A obra é alvo de uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que mandou paralisar os repasses do governo. Por isso, o governo concordou com os novos aportes, mas com uma condição: eles só serão feitos se a empresa cumprir as condições impostas pelo TCU.
A corte de contas quer, entre outras coisas, saber qual será, afinal, o valor da obra. Para isso, exige que seja elaborado um novo estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental (Evtea). Até agora, a obra já consumiu pelo menos R$ 6,3 bilhões, dos quais 80% de recursos públicos.
Pela proposta apresentada na tarde de ontem em reunião no Palácio do Planalto, a TLSA se dispõe a aportar R$ 133,5 milhões na obra este ano.
O governo entraria com igual valor, além de ressarcir a TLSA por obras já realizadas no valor de R$ 300 milhões, dos quais R$ 150 milhões já foram repassados no mês passado. Tudo somado, o orçamento deste ano será de R$ 567 milhões.
Plano
Pelo plano apresentado pela TLSA, as obras receberiam investimentos até 2021. No ano que vem, governo e setor privado aportariam R$ 739 milhões cada um. Já em 2019, o aporte de recursos privados seria de R$ 757 milhões, para R$ 225,5 milhões do setor público.
Com isso, o governo atingiria o limite de R$ 7,5 bilhões a serem investidos na construção da ferrovia. Em 2020, a TLSA colocaria mais R$ 214 milhões no empreendimento e, em 2021, outros R$ 6 milhões.
Fonte: Diário do Nordeste