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Lucas do Rio Verde será o centro de logística de Mato Grosso com duas ferrovias

O município de Lucas do Rio Verde (335 km ao Norte de Cuiabá) poderá ter, em alguns anos, duas ferrovias para escoamento da safra agrícola da região Médio-Norte de Mato Grosso, caso os trilhos anunciados nos últimos dias saiam mesmo do papel. Município poderá tirar de Rondonópolis o título de maior centro logístico de Mato Grosso.

O “cruzamento ferroviário” será composto pela ferrovia de R$ 10 bilhões anunciada pelo governo federal na terça-feira (9), ligando o município à Miritibuba, em Itaituba (PA), e pela Ferrovia Transoceânica, de R$ 40 bilhões, que ligará os oceanos Atlântico e Pacífico, com terminal de cargas em Lucas.

Caso as duas linhas sejam realmente leiloadas pelo governo e construídas pela iniciativa privada, Lucas do Rio Verde se tornará no maior centro logístico de Mato Grosso, ultrapassando Rondonópolis – que possui um terminal da Ferronorte e escoa grãos somente para o Porto de Santos (SP). Já o Médio-Norte- com as duas ferrovias - poderá enviar a safra para os portos de Barcarena (PA) – através de Miritituba; Itaqui (MA) e Santos – usando a ferrovia Norte-Sul; e a estação de transbordo em Porto Velho (RO), o porto de Ilhéus (BA) e um no Peru, através da Transoceânica.

A linha que deverá ter a construção iniciada em médio prazo é entre Lucas e Miritituba. O governo federal vai incluir o trecho de mais de 1,1 mil quilômetros no pacote de concessões de infraestrutura e o leilão deve ocorrer a partir de 2016. Conforme o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, a União vai aproveitar um estudo de viabilidade feito por empresas privadas, entre Sinop e Miritituba, e ‘esticar’ o projeto até Lucas.

Já a “megaferrovia” de mais de 5,3 mil quilômetros ligando os oceânicos Atlântico e Pacífico, poderá começar a sair do papel somente daqui a cinco ou seis anos. Os estudos de viabilidade devem ficar prontos até maio de 2016 e após isso iniciam as audiências públicas, obtenção de licenciamentos, e os leilões dos trechos. Porém, demandará derrubar barreiras ambientais e indígenas e isso demora muito tempo.

Fonte: Agro olhar/De Sinop - Alexandre Alves






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