O volume de carga movimentada no porto de Roterdã caiu 0,7% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, informou nesta quarta-feira (22) a administração do complexo dos Países Baixos. O volume movimentado foi de 103 milhões de toneladas, contra 103,7 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2025. A queda deve-se principalmente à redução na movimentação de produtos agrícolas a granel, carvão, outros produtos líquidos a granel e carga geral. Houve aumento na movimentação de minério de ferro e sucata metálica, outros produtos sólidos a granel, petróleo bruto, derivados de petróleo, GNL e contêineres (TEUs).
O fechamento do Estreito de Ormuz afetou o sistema energético global. Roterdã dependia dos países do Golfo Pérsico para 10% de sua movimentação de petróleo bruto e 14% de seus derivados de petróleo, mas o impacto na movimentação de carga é praticamente imperceptível no primeiro trimestre. Boudewijn Siemons, CEO da Autoridade Portuária de Roterdã, explicou que o volume de movimentação no porto de Roterdã permaneceu praticamente estável no primeiro trimestre de 2026, apesar das crescentes tensões geopolíticas. Segundo ele, o fechamento do Estreito de Ormuz evidencia a vulnerabilidade dos fluxos globais de energia, mas os efeitos foram pouco perceptíveis no primeiro trimestre e podem se tornar mais pronunciados no segundo trimestre. “Ao mesmo tempo, o crescimento no setor de petróleo, derivados de petróleo e contêineres demonstra que Roterdã continua resiliente como um centro europeu de energia e logística”, afirmou.
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No primeiro, o volume de carga a granel seca movimentada caiu 4,3%, com a maior queda, de 20,9%, no segmento de carga agrícola a granel, representando a volta aos níveis médios, já que o ano passado registrou aumento temporário nos totai embarcados. Já o volume de carvão caiu 9,8% em comparação mesmo período de 2025, principalmente por causa da queda de carvão energético, após níveis de produção excepcionalmente altos no ano passado.
O volume de minério de ferro e sucata metálica movimentada aumentou 5,3% em comparação com o ano passado. Esse crescimento é creditado à leve recuperação na produção de aço alemã no primeiro trimestre. A produção alemã de aço eletrolítico aumentou 2,5% no início de 2026.
O volume de outras cargas a granel seca movimentadas apresentou aumento de 4,6% em comparação com 2025, impulsionado pela demanda por matérias-primas para construção e indústria. Já a movimentação granéis líquidos aumentou 2,2%, e o de petróleo bruto processado, 1,7%, atingindo 25,2 milhões de toneladas.
As margens de refino em janeiro e fevereiro foram semelhantes às de 2025. Em março, aumentaram acentuadamente após a alta dos preços do petróleo bruto e derivados, causada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz no fim de fevereiro. O volume de produtos derivados de petróleo (gasolina, diesel, querosene, etc.) processado é 10,3% maior do que em 2025.
O volume de contêineres movimentados em TEUs foi 0,3% maior do que no primeiro trimestre de 2025, mas o volume em toneladas caiu 3,2%, devido ao aumento de 14% nas exportações de contêineres vazios, principalmente para a Ásia. O número de contêineres cheios na rota comercial para a Ásia também cresceu, embora os volumes tenham caído 26%. O movimento de contêineres terrestres subiu aumentou 11%, Esse principalmente com destino final à Ásia e América do Norte, devido a escalas maiores e à expansão de serviços.
O movimento no segmento de carga geral caiu 1,5%. Os mercados relacionados aos setores automotivo, de construção e de máquinas ainda estão sob pressão. Como resultado, o volume movimentado de alumínio e aço caiu. Os volumes de RoRo aumentaram ligeiramente em 1,6% como resultado da modesta recuperação econômica no Reino Unido.
















