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Os trunfos na disputa pelo HUB da TAM

Na disputa pelo HUB aéreo da TAM, o Aeroporto de Fortaleza leva vantagem com relação a Recife em números de movimentação de passageiros pela empresa, Produto Interno Bruto (PIB) e comércio exterior. Já Recife é superior em movimentação de cargas e volume importado.

Os equipamentos ainda disputam a preferência do Governo Federal para entrar na lista de concessão à iniciativa privada, que será anunciada no dia 9 de junho pela presidente Dilma Rousseff. O aeroporto de Natal - que fica na região metropolitana da cidade, em São Gonçalo do Amarante - apesar de estar na disputa pelo HUB, o único 100% privado do Brasil, é considerado como o menos cotado. Isso porque, apesar de ter sido criado para ser um HUB, não supera os equipamentos de Fortaleza e Recife em importância para o Nordeste.

Por enquanto, a favor do Pinto Martins, conforme antecipou Coluna Vertical S/A do O POVO no último domingo, estão as 108.982 pessoas que embarcaram no aeroporto por meio da TAM, em março, contra 95.542 de Recife. No acumulado do ano passado, foram 1,3 milhão na capital cearense, contra 1,1 milhão da cidade pernambucana.

Outro ponto positivo é o Produto Interno Bruto (PIB) da cidade, que está atrelada à capacidade de produção, conforme atesta Orlando Fontes de Lima, professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Enquanto o de Recife é R$ 30 bilhões, Fortaleza supera com R$ 42 bilhões e Natal apenas com R$ 12 bilhões.

Contra Fortaleza está a movimentação de cargas que é maior na capital de Pernambuco, conforme dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que administra os dois aeroportos. No mês de abril, Recife movimentou 1.766 toneladas, ante 592 toneladas de Fortaleza. Já no acumulado do ano, Fortaleza registrou 1.804 toneladas, contra 9.444 toneladas em Recife.

Mas o valor agregado dos produtos transportados é maior em Fortaleza e é isso que realmente importa, segundo reforçou, em entrevista à Vertical S/A, David Barioni Neto, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ex-presidente TAM e ex-vice Gol. “Muito simples. Carga com valor agregado. Pode até ser pesada, mas com valor agregado. Commodity tem custo de transporte maior do que a margem”, disse.

Os números da balança comercial mostram vantagens para Fortaleza, pois foram exportados US$ 548,67 milhões e importados US$ 867,2 milhões em 2014. No período, Recife exportou US$ 171,7 e importou US$ 792,1 milhões.

Análise
“Em torno de Recife tem toda uma infraestrutura do Porto de Suape, que é maior que a do Pecém. Mas Fortaleza é mais próxima da Europa e isso aumenta a competitividade, porque o tráfego de aviões é mais rápido e isso aumenta a produtividade”, analisa Orlando. A Capital do Ceará fica a 8.137,79 km da Europa, enquanto Recife fica a 8.369,67 km.

 

Na avaliação de João Bosco Arruda, coordenador do mestrado em Gestão Logística da Universidade Federal do Ceará (UFC), o Nordeste já deveria ter um aeroporto HUB. “Inclusive o aeroporto de Natal foi formatado para isso. Mas Recife e Fortaleza são os dois mais importantes”, diz.

Fonte: O Povo Online






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