Para executivo, portos devem estar preparados para fornecer energia limpa às embarcações, enquanto elas estiverem atracadas
A Comissão Europeia apresentou, na semana passada, um plano de ação para acelerar o processo de eletrificação, com objetivo de tornar o continente um mercado de carbono mais robusto para apoiar a indústria dos países da União Europeia na transição energética. A comissão também aprovou a revisão de sua principal política de descarbonização, o EU-ETS (sistema de comércio de emissões da União Europeia), fortalecendo-o para os setores marítimo e de aviação. O CEO da NatPower Marine, Stefano Sommadossi, acredita que os planos da comissão reforçam a necessidade de acelerar investimentos na eletrificação dos portos e na infraestrutura de apoio para um transporte marítimo mais limpo, como o OPS (onshore power supply).
PUBLICIDADE
O executivo considera que a comissão definiu uma direção clara para a eletrificação do setor de transportes. Ele entende que, para o setor marítimo, isso significa que os portos devem estar preparados para fornecer energia limpa às embarcações, enquanto elas estiverem atracadas. “Hoje, a energia de terra (shore power) é um meio prático e imediato de reduzir as emissões do transporte marítimo, permitindo aos navios desligar os motores auxiliares e conectar-se diretamente à eletricidade enquanto estão atracados”, analisou.
Sommadossi disse que a empresa está investindo na eletrificação portuária e trabalhando junto a administradores portuários, operadores do transporte marítimo e parceiros tecnológicos, a fim de fornecer a infraestrutura de energia que os navios vão precisar cada vez mais quando estiverem nos berços. “O desafio já não é saber se a tecnologia existe. É saber se conseguimos implementar a infraestrutura na escala e na velocidade necessárias”, comentou.
O executivo acrescentou que as metas de eletrificação europeias reforçam a necessidade de acelerar investimentos privados na infraestrutura portuária. “Governos podem fornecer a direção e a segurança, enquanto os desenvolvedores de infraestrutura experientes podem trazer o capital, o conhecimento em energia e a capacidade de execução necessários para transformar a ambição em shore power operacional”, apontou Sommadossi.
A Comissão Europeia destacou que a dependência europeia em relação à importação de combustíveis fósseis tem, sistematicamente, exposto os países a choques geopolíticos, o que tem elevado os preços da energia para empresas e consumidores e reduzido a competitividade. A comissão também avalia que, no caso dos setores marítimo e de aviação, a revisão do EU-ETS cria novas oportunidades de negócios.













