A administração dos Portos de Lisboa e de Setúbal anunciaram o início de um projeto de uso de Inteligência Artificial (IA) e a criação novo centro de dados visando a digitalização, a eficiência operacional e a resiliência tecnológica. Segundo a autoridade portuária, o processo será feito em duas fases, e primeira, que será implementada no primeiro semestre, inclui a formação de 35 colaboradores de cada um dos portos, que vão testar e integrar, nas suas atividades diárias, a ferramenta de Assistente de IA Copilot.
De acordo com a entidade, a inteligência artificial generativa será usada como apoio direto às atividades, em redação de relatórios, análise rápida de informação, resposta a comunicações, consulta de procedimentos internos e gestão de agendas. O investimento total previsto é de 52 mil euros, correspondentes a cerca de R$ 383 mil, e inclui a formação e o licenciamento da ferramenta.
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Ao mesmo tempo, informou a administração dos portos, será criado um agente de IA para apoiar os que usam os serviços online dos terminais e suas redes sociais, com objetivo de simplificar e facilitar o relacionamento entre usuário e porto. A partir daí, o projeto avançará para a segunda fase, na qual a IA será aplicada à automatização, à agilização e à otimização de procedimentos internos críticos, incluindo a análise e o processamento de pedidos de ocupações dominiais e lançamento de concursos públicos, registo de entradas e faturas, entre outros.
Além disso, foi aprovada em dezembro a construção, no segundo semestre de 2026, de um novo centro de dados para servir de forma integrada aos Portos de Lisboa e de Setúbal, num investimento de 700 mil euros, equivalentes a aproximadamente R$ 4,3 milhões. O novo centro foi definido pela autoridade portuária como peça-chave da arquitetura digital, assegurando capacidade de crescimento, confiabilidade operacional e suporte às novas soluções digitais e de automação.


















