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Seca na hidrovia Tietê-Paraná causa prejuízos aos produtores goianos

A seca que atinge a hidrovia Tietê-Paraná, em São Paulo, há cerca de um ano, causa prejuízos em Goiás. Em função do nível baixo em um trecho de 8 km, onde as barcaças não conseguem passar, a principal rota para escoamento de grãos do Porto de São Simão, no sudeste do estado, até o Porto de Santos (SP), não pode ser usada. Com isso, os produtores rurais precisaram contratar caminhões para o transporte, o que elevou os custos da produção e, consequentemente, os preços para o consumidor final.

O gerente comercial Guilherme Mortoza trabalha em uma empresa que escoava 1 milhão de tonelada de farelo por ano pelo Porto de São Simão. Com a falta da hidrovia, eles tiveram que se adaptar. "Ampliamos a capacidade de expedição rodoviária. Um investimento desnecessário se a gente estivesse operando pela hidrovia", reclama.

O secretário de Desenvolvimento de São Simão, Charles Rangel, explica que os prejuízos são grandes para os produtores, pois um comboio de barcaças tem capacidade para transportar cerca de 6 mil toneladas de produtos como, grãos, farelos, madeiras, celulose e açúcar. Isso é  equivalente a duzentas viagens de caminhão.

"Isso sem falar no maior custo de manutenção das rodovias, porque simplesmente mais que triplica o número de caminhões. Isso gera um maior consumo de combustível e a degradação do meio ambiente. Mais caminhões, mais carbono no ar", ressalta Rangel.

No entanto, há quem se beneficiou com a falta das barcaças. É o caso do caminhoneiro Nilson da Silva, que passou a ter mais serviço. "Agora tem caminhão na fila , o que não existia antes. Aumentou o serviço, mas aumentou também o tempo de voltar para casa. Tem vez que demora até dois dias para carregar e seguir viajem. Antes eram no máximo três hora", diz o motorista.

E não existe prazo para que a hidrovia volte a funcionar.  O Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo, responsável pela hidrovia Tietê-Paraná, disse que espera o governo liberar dinheiro para fazer obras no trecho onde as embarcações não passam, mas não tem uma previsão de quando isso deve acontecer.

Fonte:Do G1 GO






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