A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, registrou recorde de 835 mil TEUs movimentados no primeiro semestre de 2026, alta de 4% sobre igual período de 2025, impulsionada pelo crescimento das cargas refrigeradas e das exportações de carnes, segundo dados da empresa e de entidades setoriais.
A movimentação de contêineres cheios sustentou o desempenho do terminal paranaense. As exportações avançaram 10%, de 3,816 milhões para 4,180 milhões de toneladas, enquanto as importações cresceram 9%, de 1,503 milhão para 1,635 milhão de toneladas, refletindo o maior fluxo de carnes, papel e celulose, automotivo e bens de consumo.
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Nas cargas de exportação, carnes e congelados somaram 2,031 milhões de toneladas, com incremento de 16% frente ao ano anterior, enquanto papel e celulose tiveram crescimento de 9%. Do lado das importações, o segmento automotivo chegou a 292 mil toneladas, alta de 8%, e bens de consumo atingiram 106 mil toneladas, aumento de 10%, segundo dados da TCP.
A movimentação de contêineres refrigerados (reefer) também atingiu marca histórica para um primeiro semestre. Foram 76 mil unidades, 10% acima dos 69 mil contêineres registrados em 2025. Esse avanço acompanhou o desempenho das exportações brasileiras de carne de frango, que chegaram a 2,936 milhões de toneladas e US$ 5,7 bilhões no período, altas de 12,9% e 17%, respectivamente, conforme a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) [primeiro semestre de 2026].
No terminal de Paranaguá, os embarques de carne de frango cresceram 18%, superando a média nacional, e passaram de 1,115 milhão para 1,314 milhão de toneladas. Com isso, a participação da TCP nas exportações brasileiras do produto aumentou de 45% para 47%, com destaque para embarques destinados à China (10%), África do Sul (9%) e Emirados Árabes Unidos (8%), segundo a empresa.
Após as restrições temporárias às exportações de carne de frango em 2025, decorrentes da identificação de foco de gripe aviária no país, os volumes voltaram a crescer a partir de dezembro e consolidaram a retomada em 2026. No período, a TCP alcançou participação de 47% nos embarques nacionais, reforçando o papel de Paranaguá como corredor de carnes.
Nas exportações de carne bovina, o Brasil embarcou 1,705 milhão de toneladas e faturou US$ 9,85 bilhões no primeiro semestre de 2026, incrementos de 15,5% e 36,2%, respectivamente, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) [primeiro semestre de 2026]. Na TCP, os embarques de carne bovina mantiveram estabilidade, com 364 mil toneladas e participação de mercado de 23%, tendo como principais destinos China (48%), Estados Unidos (12%) e Rússia (7%).
Com 22 serviços marítimos semanais, incluindo cabotagem e longo curso, e 514 atracações de navios no semestre, o terminal amplia sua conectividade com portos das Américas, África, Europa e Ásia. No acesso terrestre, foram registrados 332 mil contêineres nas vias rodoviárias, 8% acima dos 297 mil do primeiro semestre de 2025, além da operação de 661 trens e 53 mil contêineres cheios para exportação, em conexão direta entre a área alfandegada e a ferrovia.
A infraestrutura de cargas refrigeradas também segue em expansão. A TCP opera hoje o maior pátio de contêineres reefer do país, com 5.280 tomadas, e conclui, em agosto, a instalação de mais 220 pontos, chegando a 5.500 plugs. Segundo a empresa, novos investimentos estão previstos até 2027, quando a capacidade deve ultrapassar 6.000 tomadas, reforçando o protagonismo de Paranaguá na exportação de carnes e produtos congelados.













