A Ultracargo informou que recebeu pela primeira vez biodiesel via modal fluvial em seu terminal de Vila do Conde, em Barcarena, no Pará. De acordo com a empresa dos setores de logística de transporte e de armazenagem de granéis líquidos, a operação marca o início da substituição do transporte rodoviário pelo aquaviário, com mais eficiência, redução de custos e menor impacto ambiental.
Segundo a companhia, o recebimento do biocombustível no terminal é resultado de um projeto de engenharia concluído em 2025: a implementação de um sistema de pigagem nas linhas de píer. Essa tecnologia, explicou a Ultracargo, permite a limpeza completa da tubulação entre as operações, possibilitando que o biodiesel, que chegava apenas por caminhões, use a infraestrutura que antes era restrita ao óleo diesel.
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A empresa explicou que esse tipo de movimentação garante redução de custos porque na nova rota é possível aproveitar o frete de retorno, já que os comboios de balsas que partem de Vila do Conde rumo a Miritituba e Itaituba levando diesel e gasolina voltavam vazios. Agora, essas embarcações retornam com biodiesel produzido no Mato Grosso, onde o preço do produto é menor.
Douglas Marques, diretor executivo de Operações da Ultracargo, explicou que o modelo de operação adota o conceito de corredores logísticos integrados que a empresa já opera com em outras regiões, como nos fluxos entre Itaqui e Palmeirante e Paulínia e Rondonópolis. Segundo ele, com frete de retorno, o custo logístico é reduzido.
A empresa destacou que, além da vantagem financeira, o modal fluvial traz benefícios para a agenda ESG da companhia, já que o transporte por balsa é menos poluente que o rodoviário. Segundo a Ultracargo, um comboio de balsas tem capacidade equivalente ao de cerca de 100 caminhões de grande porte.
Além disso, há ganhos com menos tempo na operação porque enquanto o descarregamento de 100 caminhões é feito em cerca de dez dias, o volume equivalente que chega ao terminal em balsas pode ser processado em dois. A Ultracargo informou que a expectativa é que o novo fluxo ganhe escala nos próximos meses e que Vila do Conde seja usado como hub para a distribuição de biocombustíveis no Norte do país.
















