A Mediterranean Shipping Company (MSC) alcançou cerca de 20% de participação na capacidade global de transporte marítimo de contêineres, com frota superior a 6 milhões de TEUs, consolidando um novo recorde de concentração no segmento de linhas regulares, segundo dados recentes da consultoria Alphaliner.
De acordo com levantamentos da Alphaliner citados por veículos especializados, a MSC mantém desde 2022 a liderança no ranking mundial de armadores de contêineres e, no fim de 2025, já operava uma diferença de aproximadamente 2,5 milhões de TEUs em relação à Maersk, segunda colocada. Em 2025, a companhia respondeu por cerca de 39% do aumento de capacidade das 12 maiores operadoras globais, adicionando mais de 830 mil TEUs em um único ano, principalmente por meio de novas construções e aquisições de navios no mercado.
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Estudos da UNCTAD indicam que a participação da MSC na frota mundial de contêineres quase dobrou em menos de duas décadas, passando de 9% em 2006 para cerca de 19% em 2024, enquanto grupos como Maersk e CMA CGM mantiveram ou ajustaram suas estratégias de crescimento. Somada à atuação de grandes alianças como Ocean Alliance, THE Alliance e, a partir de 2025, a Gemini Cooperation, a liderança isolada da MSC contribui para um cenário em que poucos grupos concentram mais de 80% da capacidade global de transporte de contêineres, reforçando o poder desses armadores nas negociações de frete e oferta de espaço.
Para os portos brasileiros e o comércio exterior do país, essa concentração significa maior exposição às decisões de rede e frota da MSC, que opera serviços em rotas de longo curso ligando terminais como Santos, Paranaguá e portos do Arco Norte aos principais mercados consumidores. Analistas destacam que a política da Maersk de limitar o crescimento da frota, em contraste com a expansão agressiva da MSC, tende a influenciar a concorrência em serviços de longo curso, com reflexos sobre tarifas, confiabilidade de escalas e capacidade disponível para exportadores de commodities agrícolas, manufaturados e carga conteinerizada de maior valor agregado que utilizam a costa brasileira.














