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Artigo - A cadeia de suprimentos está sendo vista pela área de petróleo e gás de forma eficiente?

O risco ESG é atualmente um dos principais pontos de atenção em termos de impacto e probabilidade de ocorrência nas agendas das corporações. Dentro do setor de energia, as soluções de suprimentos começam a ser medidas pelos diferentes impactos que esta área opera.

A adequada gestão da cadeia de suprimentos garante que os recursos possam ser utilizados de forma eficiente. Isto, por sua vez, ajuda a reduzir os custos operacionais e aumentar a rentabilidade do setor produtivo da área energia.

De acordo com estudos do Ministério de Minas e Energia (MME), a procura de petróleo e gás aumentará exponencialmente no futuro. Isto deu origem a um aumento do nível de concorrência entre os fornecedores de petróleo e gás.

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A criação de parcerias a longo prazo se torna cada vez mais estratégica para a cadeia de suprimentos, estabelecendo preços cada vez mais competitivos. Segundo estimativas, a procura global de petróleo e gás deverá atingir os impressionantes US$ 4 bilhões até 2040, resultando assim em um aumento drástico no custo da produção e extração do petróleo.

Conforme estudo publicado pela EY em início de 2023, as empresas trabalham para ter uma equipe dedicada na gestão estratégica de suprimentos, analisando e prevendo dados que possam implicar em quebra de fornecimento para os projetos em curso e os que ainda estão em fase de análise de viabilidade. Tais grupos estão estabelecendo ligação entre os gestores das operadoras de petróleo com o seu público consumidor. Estes grupos têm como missão compreender todo o funcionamento, dos poços aos postos, sugerindo a implantação de novas tecnologias e aumentando, assim, a eficiência no desenvolvimento de novas estratégias para aumentar a capacidade de produção. Dessa forma, a empresa pode facilmente satisfazer seus clientes e aumentar sua participação no mercado.

Diante disso o risco ESG, que é atualmente um dos principais pontos de atenção em termos de impacto e probabilidade de ocorrência nas agendas dos grande CEOs e suas corporações, começa a ser distribuído para as camadas de operação das empresas.

Pesquisa recente da EY apurou que, para 78% dos investidores da área de energia, os investimentos em ESG devem ser feitos mesmo com redução de lucro a curto prazo. A agenda ESG é um dos pilares que vem ganhando força no setor de suprimentos, sendo cada vez mais estratégico e entrando ainda mais no pipeline de negócios das empresas nos próximos anos, independentemente do tamanho empresarial e país de atuação. Todo este cenário ligado a ESG tornou-se determinante para investidores tomarem decisões sobre investir ou não em determinados modelos de negócios, reforça a pesquisa.

O ESG é um acrônimo, onde cada uma das letras descreve uma lente adicional que alguns investidores usam para decidir se uma determinada ação ou título parece uma boa estratégia.

Anders Opedal, da Equinor, menciona que: “Abordar questões ESG em toda a cadeia de fornecimento é um enorme desafio para as empresas e está claramente no topo da agenda da empresa”.

Anne-Laure, diretoria executiva da Siemens Energy, por sua, vez afirma que: “A importância da cadeia de suprimentos efetiva deve agir em conjunto com as camadas de ESG e as transições energéticas das organizações, moldando oportunidades para a estratégia executiva onde serão alavancados novos investimentos para tecnologias que buscam um futuro mais sustentável e viável."

Não há dúvida que toda a cadeia de suprimentos alinhada a boas práticas de ESG propaga mais do que boas intenções e mostra a necessidade de se criar um plano tangível e prático que alcance resultados reais.

Ainda assim, todos estes desafios sugerem que muitas empresas estão na defensiva quando se trata de ESG e seus custos envolvidos. Mas, é evidente que mesmo os mais céticos precisam começar a pensar estrategicamente, antecipando os desafios e oportunidades que virão, permitindo enfrentar os maiores desafios de hoje e capturar as melhores oportunidades de amanhã.

lexandre FariaAlexandre Faria é PhD na área de engenharia de suprimentos com foco em projetos digitais pela Universidade Federal Fluminense. Mestrado em tecnologia de Blockchain com foco em ferramentas e processos de digitalização para a cadeia de suprimentos. Pós-graduação em Gestão de Projetos pela Universidade Federal Fluminense e MBA em Projetos de Energia e ESG pela COPPE, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Consultor sênior para a empresa 2BSUPPLY. Psicanalista e Coach Profissional com certificação pelo IGT, International Coach Federation e ICF Brasil, tendo como ênfase análise comportamental e clareza de metas nas áreas profissionais e pessoais.

 

 

 

 

 

 



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