A Rumo, maior operadora ferroviária independente do Brasil, movimentou 84,2 bilhões de TKU (toneladas x quilômetro útil) em 2025, aumento de 5,4% na movimentação de produtos agroindustriais em relação ao ano anterior. O desempenho operacional no período foi impulsionado pelos investimentos realizados nos anos anteriores. A companhia avalia que demonstrou flexibilidade operacional para se adaptar à nova dinâmica de escoamento do agronegócio.
“A comercialização das commodities ocorreu de maneira mais lenta que o usual, exigindo o transporte simultâneo de soja, milho e farelo de soja em diversos momentos do ano. Historicamente, o escoamento acompanhava o calendário de colheita de cada uma das safras”, analisou Felipe Saraiva, gerente executivo de relações com investidores e sustentabilidade da Rumo.
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A conclusão de projetos que permitiram a adoção de trens mais produtivos, com composições de 135 vagões, em comparação aos 120 anteriores, além do aumento da capacidade de carga por vagão, contribuiu para ganhos de eficiência energética e de capacidade operacional. As informações constam no relatório anual de sustentabilidade (2025) da Rumo, publicado na última semana, em conjunto com as demonstrações financeiras da companhia.
“A Rumo segue em uma trajetória consistente de investimentos para ampliar a capacidade do nosso sistema logístico, fortalecendo o papel estratégico da ferrovia para transportar grandes volumes por longas distâncias, com segurança, competitividade e eficiência”, acrescentou Saraiva.
O grupo administra cerca de 13,5 mil quilômetros de ferrovias nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. A base de ativos é formada por 1.200 locomotivas e 33 mil vagões. São mais de 8 mil colaboradores próprios em todo o Brasil, 10 terminais de transbordo ao longo da malha e 6 terminais nos principais portos brasileiros.
Em 2025, as operações da Rumo resultaram em cerca de 7 milhões de toneladas de CO² evitadas, considerando que o mesmo volume fosse transportado por caminhões. A companhia reduziu em 3% suas emissões específicas, indicador que mede a emissão por TKU transportado. A empresa defende que a ampliação da participação das ferrovias é um elemento chave para impulsionar a descarbonização da logística nacional, levando em conta que a matriz de transportes brasileira ainda é altamente dependente do modal rodoviário.
A Ferrovia de Mato Grosso, maior projeto ferroviário greenfield em andamento no país, avançou e atingiu aproximadamente 80% do primeiro trecho concluído ao final de 2025. Em 2026, a Rumo vai inaugurar o primeiro terminal rodoferroviário da FMT, às margens da BR-070, conectando os produtores da região ao sistema logístico ferroviário com destino ao Porto de Santos. Na Malha Paulista, a companhia deu continuidade ao portfólio de obras previsto no acordo de renovação antecipada da concessão, firmado em 2020. Segundo a Rumo, essas intervenções ampliam a capacidade e a eficiência da operação ferroviária e geram impactos positivos na mobilidade urbana.
















