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Novas ideias para a logística brasileira

A logística sempre foi uma atividade complexa e de difícil execução. Isso porque, para que ela seja de fato efetiva, o planejamento e controle dos processos devem ser realizados de maneira assertiva, com o mínimo de falhas possível. Por isso, para as etapas funcionarem, os procedimentos dentro de uma cadeia de suprimentos são múltiplos e precisam ser seguidos de modo linear.

Atualmente, percebemos o quanto as falhas dessas metodologias comprometem os resultados finais da operação. É fácil encontrar reclamações sobre demora nas entregas, produtos vendidos que não estão disponíveis em estoque, má execução de transporte – o que acarreta danos e perdas de toda ordem. Isso não é prejudicial apenas para o comprador ou o cliente, mas principalmente para a reputação do fornecedor, que fica seriamente comprometida.

Diante desse cenário, é mais do que necessário que as empresas pesquisem alternativas, a fim de aumentar a capacidade de produção e entrega, sempre vislumbrando opções exequíveis, que otimizem os gastos e promovam maior rentabilidade.. Embora esse processo não seja fácil, hoje em dia, é desejável sempre buscar novos rumos com alternativas simples.

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Antes de tudo, a empresa deve mapear seus pontos a serem melhorados. Se o principal gargalo está no transporte entre o estoque até o ponto de entrega, vale um esforço para identificar alternativas para que essa etapa demande menos tempo. O mapeamento das ações traz segurança para a empresa, uma vez que todos os dados estão compilados e podem ser comparados com os processos praticados e de concorrentes no mercado, por exemplo. Essa etapa não é somente importante para identificar erros, mas também para promover rápidas soluções.

Como já lembrei em outras oportunidades, a criação de um cronograma é essencial para esse processo. Com um roteiro em mãos, é possível antecipar demandas. Se, por exemplo, a empresa a tem mais movimentação em determinado mês do ano, é bem mais simples desenvolver alternativas para melhorar o fluxo naquele período específico. Vale a contratação de mão de obra, aluguel de galpão e frota, entre outros.

Outro ponto fundamental é a integração entre as demais áreas da companhia. Compartilhe o plano de ação e também a estrutura de gestão com outros setores, que, em muitos casos, não estão por dentro da operação, como os Recursos Humanos ou Marketing. É possível que ótimas ideias e soluções sejam construídas em parceria.

Por fim, vale a pena ir em busca de novas tecnologias ou aliados que otimizem cada um desses processos. A dinâmica do mercado proporciona esta riqueza de opções. Seja um novo software para controle do estoque, novos treinamentos e práticas. Outro fator interessante é a criação de parcerias que visam o aumento de benefícios e vantagens para a empresa e seus colaboradores. Essa, por sinal, é uma prática muito utilizada pelas revendas Ambev associadas a Confenar. Os resultados são sempre motivadores.

As empresas do setor devem ficar atentas, com o pensamento de que é necessário criar inovações e melhorias constantemente. Dessa forma, a organização se mantém viva no mercado e gera uma atmosfera saudável de competição. As novas ideias e práticas dentro da logística,mais do que bem-vindas, são necessárias, uma vez que realizar a gestão da cadeia de suprimentos é algo extremamente desafiador. Vale a busca por cada vez mais eficiência, afinal, o mercado não para e o cliente final deve ter a satisfação e eficiência garantidas.

Victor Simas é presidente da Confenar (Confederação Nacional das Revendas Ambev e das Empresas de Logística da Distribuição)



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