Depois de cinco meses de atraso, a Petrobras deve divulgar hoje os balanços do terceiro trimestre de 2014 e de todo o ano passado, auditados pela consultoria PwC. Envolvida em um escândalo de corrupção já considerado o maior da história do país, a estatal viu a cotação de sua ação PN cair a R$ 8,18 em 30 de janeiro, a menor em uma década.
Desde 6 de fevereiro, quando foi nomeada um nova diretoria com Aldemir Bendine na presidência e Ivan Monteiro na diretoria financeira, a ação já subiu 43,5%, para R$ 13,09, uma demonstração de que o mercado começa a acreditar na recuperação da companhia.
A expectativa é que o balanço, com pesadas baixas contábeis de ativos, traga mais clareza às perspectivas de investimento, crescimento da produção, alternativas de financiamento e vendas de ativos. Para reforçar o caixa, a estatal pretende obter US$ 14 bilhões ao sair de vários negócios. O banco Credit Suisse, em relatório divulgado ontem, estimou lucro de R$ 3,8 bilhões no quarto trimestre.
Fonte: Valor Econômico/Claudia Schüffner, Camila Maia e Thaís Carrança | De São Paulo
PUBLICIDADE