A Corporação Estatal de Construção Naval da China (CSSC) e a Corporação Nacional Nuclear da China Relatórios estão em fase final de projeto para a construção de um navio porta-contêineres com capacidade para 14.000 TEUs movido por um reator nuclear de sal fundido de tório (TMSR) e zero emissões de gases do efeito estufa. A expectativa das autoridades chineses é que as avaliações sejam encerradas em 2026 e a construção, iniciada antes do fim da década atual.
De acordo com o relatório preliminar do projeto, o navio não usará combustíveis marítimos convencionais e será movido inteiramente por um sistema TMSR de circuito fechado, que deverá gerar centenas de megawatts de energia térmica. Ele será construído em um dos estaleiros afiliados à Corporação Estatal de Construção Naval da China (CSSC) e será o primeiro porta-contêineres do mundo a usar a tecnologia de sais fundidos de tório, tecnologia preferida por engenheiros nucleares chineses, que a consideram mais segura, mais eficiente e com ganhos em escala na comparação com reatores tradicionais de urânio.
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Em 2023, o estaleiro Jiangnan da CSSC apresentou proposta de um porta-contêineres de 24.000 TEUs com reator de sal fundido de quarta geração. Esse projeto, segundo os que o planejaram, apresenta elevados padrões de segurança, com o reator operando a altas temperaturas e baixas pressões e com sistema que evita a fusão do núcleo. Mas a construção das embarcações não significa, a princípio, que poderão ser operadas comercialmente. Apesar de os navios movidos a energia nuclear oferecerem vantagens em termos de autonomia, desempenho ambiental e eficiência operacional, a Organização Marítima Internacional (IMO) ainda não estabeleceu regulamentações específicas para sua operação como navios mercantes.


















