A Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) anunciou, nesta segunda-feira (12), que as exportações de rochas naturais brasileiras encerrou 2025 com o maior faturamento da história, com 1,48 bilhão de dólares e alta de 17,5% em relação a 2024, influenciado pelo aumento dos preços internacionais, que subiram 14,2%. A entidade informou que foram exportadas 2,11 milhões de toneladas, 2,9% acima de 2024.
A Centrorochas creditou os bons resultados ao It’s Natural – Brazilian Natural Stone, programa de incentivo às exportações desenvolvido pela entidade em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que proporcionou aproximação com novos mercados de alto consumo. Tales Machado, presidente da Centrorochas, destacou a importância dos números por terem sido alcançados em ano marcado pela imposição pelos Estados Unidos de sobretaxas de importação de até 50% sobre produtos brasileiros que provocou quedas nas vendas de granitos, mármores e ardósia.
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Ele avaliou que se esses materiais tivessem mantido o ritmo de vendas do primeiro semestre de 2025, o setor poderia ter alcançado no ano receita em torno de 1,6 bilhão de dólares. Machado lembrou que no ano foi registrada queda de 8,7% na exportação de granitos e de 7,5% de mármores. “Para as empresas focadas exclusivamente na extração de mármore e de granito, o ano foi marcado por retração”, disse, ressaltando que as perdas foram compensadas pelo aumento de vendas de outros materiais.
A Centrorochas informou que mesmo com as sobretaxas, os Estados Unido mantiveram em 2025 a posição de principal destino das rochas naturais brasileiras, com 53,6% das exportações e receita de 795 milhões, 11,8% superior à do ano anterior. Em segundo, ficou a China, que teve participação de 17,5% nas exportações de rochas brasileiras, gerando faturamento de 260,1 milhões de dólares, 19,% a mais que em 2024. O terceiro maior comprador dos produtos do setor foi a Itália, com 117,7 milhões de dólares e alta de 42,2%.
Ainda segundo a entidade, o Espírito Santo foi o estado com maior percentual de rochas naturais exportadas, com 78,5% do total. Em seguida apareceram Minas Gerais, com participação de 9,1%, e Ceará, com 7,4% e maior crescimento relativo, de 141,3%. Segundo a Centrorochas, o resultado dos cearenses deveu-se a sua condição de polo produtor de quartzitos, segmento em que foi registrado aumento de vendas externas por ter sido incluído na lista de exceções às tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos.

















