Um trabalhador portuário foi morto e dois feridos em consequência de um ataque ao navio-tanque de bandeira americana Stena Imperative, do Programa de Segurança de Petroleiros, quando estava atracado no Porto de Bahrein na madrugada de desta segunda-feira (2). A embarcação foi avariada e sofreu um princípio de incêndio, mas todos os tripulantes foram retirados em segurança, de acordo com a United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), com base em relatório inicial do oficial de segurança da companhia.
O navio Stena Imperative, do Programa de Segurança de Navios-Tanque da Administração Marítima dos Estados Unidos, foi um dos 10 de bandeira americana deslocados para atender às necessidades de combustível das tropas que participam dos ataques, em conjunto com Israel, ao Irã. Essas embarcações são consideradas cruciais para o abastecimento das forças armadas americanas. O ataque ocorreu em meio à interrupção da navegação no Golfo Pérsico.
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O trânsito pelo Estreito de Ormuz caiu drasticamente desde 28 de fevereiro, quando começaram os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e as retaliações iranianas, e vários petroleiros foram atingidos por mísseis ou drones em mar aberto, em ataques que autoridades de segurança marítima descrevem como indiscriminados. O Centro Conjunto de Informações Marítimas elevou o nível de ameaça regional para Crítico, sua classificação mais alta, alertando que novos ataques são prováveis.
Em declaração conjunta divulgada nesta segunda-feira, a Câmara Internacional de Navegação, a Associação Europeia de Armadores e a Associação Asiática de Armadores apelaram para que sejam tomadas medidas imediatas para proteger os marítimos. E a UKMTO aconselhou os comandantes de embarcações que estão na região a ficarem vigilantes e relatarem qualquer atividade suspeita. O Stena Imperative já havia sido abordado por forças iranianas na região. Em fevereiro de 2026, o petroleiro foi seguido por lanchas rápidas e por um drone da Guarda Revolucionária Islâmica no Estreito de Ormuz. Segundo relatos, as forças iranianas ordenaram que a embarcação desligasse os motores, mas o petroleiro prosseguiu na travessia sob escolta do destroier de mísseis guiados USS McFaul.


















