RIO A Petrobras protocolou no Tribunal Superior do Trabalho (TST) pedido de conciliação para concluir as negociações salariais com os sindicatos dos petroleiros. Na quintafeira, a categoria anunciou a aprovação de uma greve nacional para forçar a estatal a melhorar sua oferta. O movimento teve início à 0h da última sexta-feira.
Em comunicado interno, a Petrobras diz a seus empregados que a decisão de pedir conciliação foi tomada após a avaliação de que “o momento exige uma nova instância de negociação”. “A Petrobras entende que fez uma proposta justa, considerando a situação financeira da empresa, e que a conclusão desse processo, que já dura mais de três meses, é necessária e benéfica para todas as partes”, argumentou a companhia.
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A última proposta da empresa é de reajuste de 6% retroativo a setembro e mais 2,8% a partir de fevereiro. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou já na tarde desta sextafeira que não participará de reunião de mediação. A entidade, que reúne 13 sindicatos, alega que o presidente do TST, ministro Ives Gandra Filho, tem a mesma linha ideológica que o presidente da estatal, Pedro Parente. “Tratase de um jogo combinado. A FUP iria para ouvir a ameaça de um dissídio coletivo”, informou a entidade, em nota.
Hoje à noite, a FUP realizará uma transmissão, via Facebook, para a categoria, com informações do processo e orientações. De acordo com o SindipetroNF, cerca de 30 plataformas da Bacia de Campos, que responde por quase 60% do total de óleo extraído do Brasil, podem entrar em greve a qualquer momento. Segundo Deyvid Bacelar, diretor da FUP, a entidade está disposta a negociar com a Petrobras, mas não por meio do TST. “Não vamos entrar nessa furada”, afirmou.
De acordo com ele, a pauta da categoria é a reajuste salarial com reposição da inflação, o cumprimento do pagamento do adicional por tempo de serviço na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobras no Paraná (FafenPR) e a revisão da proposta de diminuir jornada de trabalho com redução salarial para funcionários da área administrativa.
(Fonte: Folhapress, com Valor Econômico)