RIO - A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, disse ontem, terça-feira, que não acredita que o pré-sal esteja sendo desenvolvido com prejuízo pelas empresas. Questionada sobre a rentabilidade do pré-sal, em meio ao cenário de baixa dos preços do barril, ela preferiu não detalhar o "break even" (preço mínimo do barril do petróleo necessário para viabilizar um projeto) da área e destacou que é preciso levar em consideração a curva de aprendizado pelo qual passa o desenvolvimento do pré-sal.
“Quando eu olho para frente, eu vejo um cenário crescente de produção no Brasil e não entendo que as empresas venham investir para aumentar a produção para ter prejuízo”, disse Magda a jornalistas, durante a OTC Brasil, no Rio. “Temos que contar com a curva de aprendizagem. A perfuração tem levado cada vez menos dias e os preços vão caindo na mesma direção, só que com uma defasagem no tempo”, complementou.
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Segundo ela, o Brasil continua a deter áreas atrativas no pré-sal para oferecer ao mercado. Peroba, Saturno e Pau-Brasil, destacou, são algumas das áreas avaliadas pela agência.
Fonte: Valor Econômico/André Ramalho