A empresa natalense Alfamares Transportes, Apoio Marítimo e Portuário incorporou o navio Seawolf (Lobo-do-mar) à operação logística de cargas e combustíveis. A embarcação, adquirida com recursos tomados junto ao Banco do Nordeste (BNB), vai trafegar na rota entre Natal, Recife e Fernando de Noronha. Com 42 metros de comprimento por 10 metros de largura, a capacidade de carga do navio tanque é de 350 metros cúbicos (m³) de combustíveis, ou 350 mil litros.
De acordo com o Banco do Nordeste, o novo equipamento mais que dobra a capacidade de transporte da empresa. O empréstimo do BNB no valor de R$ 1,7 milhão foi contratado há dois anos e completou um investimento total de R$ 7 milhões. O banco informou que o período alongado, entre a encomenda, construção e a entrega da embarcação de casco duplo, deve-se à complexidade do projeto.
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A embarcação conta com modernos sistemas de automação e controle que garantem mais segurança às operações. O BNB ressaltou que o transporte marítimo de refinados derivados do petróleo, como gasolina, diesel, querosene de aviação e nafta, opera sob forte regulação ambiental.
A Alfamares Transportes tem 35 anos de experiência, sendo 14 anos em cabotagem e apoio marítimo. A empresa, que atuava com quatro embarcações de pequeno porte, tem entre seus principais clientes o grupo Neoenergia e o Consórcio Decola Noronha, uma iniciativa de economia circular focada no arquipélago, criada em parceria da administração da ilha com empresas privadas.
O armador declarou que o projeto desta embarcação foi planejado para o equilíbrio entre o trabalho e o conforto da tripulação. “Pensamos também no desenvolvimento dos aquaviários, por isso deixamos espaço para trabalharmos com três praticantes estagiários. O Seawolf foi um sonho que iniciou há dois anos e, graças ao BNB, conseguimos transformar papel em aço, ou seja, tornar realidade nosso projeto”, afirmou o CEO da Alfamares, Victor Calzavara.
O superintendente do Banco do Nordeste no Rio Grande do Norte, Jeová Lins, disse que a contratação ocorreu como uma ‘janela de oportunidades’. “Nós financiamos do microempreendedor aos grandes grupos empresariais. Com a exploração da Margem Equatorial, as grandes petroleiras vão precisar contratar os serviços de médias e pequenas empresas. No mar ou em terra, estamos atentos às oportunidades de negócios, que vão trazer o desenvolvimento que nossa região tanto almeja”, comentou.













