A carteira global de encomendas de navios porta-contêineres já equivale a quase 40% da capacidade atualmente em operação, indicando uma nova onda de renovação e expansão da frota em meio a incertezas sobre demanda, fretes e rotas afetadas por tensões geopolíticas.
Dados recentes de consultorias internacionais de shipping mostram que, após o ciclo de encomendas recordes de 2021–2023, o volume de novos porta-contêineres contratados ainda representa uma parcela significativa da frota existente, com estimativas de que a capacidade em construção possa se aproximar de 12 milhões de TEUs (unidades equivalentes a 20 pés), patamar próximo a 40% da frota atual. Relatório divulgado no início de 2026 indica que cerca de 1,48 milhão de TEUs serão entregues aos armadores ao longo deste ano, o que representa queda de 17,7% em relação a 2025, mas mantém um fluxo elevado de novas embarcações entrando em operação.
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Ao mesmo tempo, o perfil das encomendas vem mudando rapidamente: levantamento do World Shipping Council (WSC) mostra que, considerando porta-contêineres e navios Ro-Ro, 726 embarcações bicombustível já foram contratadas, respondendo por aproximadamente 74% dos pedidos nesses segmentos, com destaque para projetos capazes de operar com metanol, GNL ou outros combustíveis alternativos. No caso de gigantes do setor, como a Maersk, a estratégia passa por encomendas de navios dual fuel de grande porte, reforçando a pressão sobre estaleiros asiáticos e elevando a participação de embarcações de mais de 15 mil TEUs na carteira global.













