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Navalshore

De carteira cheia, estaleiros vivem período de incerteza

Os estaleiros brasileiros têm hoje uma das maiores carteiras do mundo em encomendas. São US$ 100 bilhões em pedidos da Petrobras, para entrega até 2020. Há ainda a perspectiva de novas encomendas de plataformas e barcos de apoio para o campo de Libra e para novas áreas da cessão onerosa no pré-sal. Houve forte expansão da mão de obra contratada no setor: de 12.651 empregados em 2004, o número passou para 78.136 em 2013.

Apesar dessa condição confortável, os estaleiros criados nos últimos anos para atender a Petrobras passam por momento de incertezas. O cenário é marcado por atrasos, transferência de serviços para China e Japão e dúvidas sobre a efetiva colocação de novas encomendas. Empresas como o Estaleiro Atlântico Sul, de Pernambuco; Enseada, da Bahia; e Rio Grande, do Rio Grande do Sul, trabalham para melhorar a gestão e aumentar os índices de produtividade, inferiores aos dos concorrentes asiáticos. Juntos, os três estaleiros investiram R$ 6,6 bilhões para criar parques industriais modernos. Mas enfrentam o desafio de melhorar a administração e a operação ao mesmo tempo em que correm para fazer suas entregas.


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Está em jogo a sobrevivência de longo prazo e em condições competitivas da construção naval brasileira, cuja atividade foi retomada no início dos anos 2000 com a política industrial do então presidente Lula. A Petrobras passou a fazer encomendas de plataformas e de navios no mercado doméstico, seguindo regras de conteúdo nacional na construção desses equipamentos.

Os grandes estaleiros, que atraíram parceiros estrangeiros, buscam melhorar a performance da mão de obra pouco experiente, ganhar produtividade e consolidar o domínio tecnológico. "Em algum momento as políticas de incentivo tenderão a ser reduzidas e a indústria terá que estar pronta para ser exposta ao mercado", diz Carlos Campos Neto, pesquisador do Ipea.

A Petrobras afirmou que vai assegurar as encomendas futuras. Mais 14 novas plataformas serão contratadas junto a estaleiros nacionais. Segundo a estatal, "no horizonte 2020-2030, a previsão é de contratação de mais 41 plataformas". Para a Petrobras, é "um diferencial possuir uma indústria fornecedora capacitada e competitiva próxima às suas operações".

Fonte: Valor Econômico/Francisco Góes e Cláudia Schüffner | Do Rio






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