A presidenta Dilma Rousseff participou de lançamento de navios para transporte de petróleo, em Pernambuco, e ressaltou a importância do modelo de partilha do Pré-Sal para atender os brasileiros. Em seu pronunciamento a presidenta explicou a diferença entre os modelos de concessão e de partilha.
"Os dois modelos que vigem no Brasil, do nosso ponto de vista, do ponto de vista do governo, têm que ser mantidos. Um modelo de concessão para a exploração e produção de petróleo em áreas de alto risco, cuja característica principal é: quem achar petróleo, em uma situação de alto risco, fica com o petróleo", explicou.
A presidenta defendeu o modelo de partilha. "Nós sabemos que na poligonal do petróleo, que está definida em lei, tem petróleo de alta qualidade, muito petróleo e, nesse caso, a sociedade brasileira, o povo brasileiro, tem direito a ter uma parte relativa à distribuição do petróleo, a parte chamada “do leão”. Então, o modelo de partilha é isso: a parte do leão. Fica com o povo brasileiro e com a sociedade brasileira. Ambos modelos fazem sentido. Um, quando você não sabe onde tem o petróleo; o outro, quando você sabe que tem petróleo, sabe que tem muito e que é de boa qualidade."
A diferença é que, no regime de concessão, o único usado anteriormente pela Petrobras, quem acha a fonte é dono de todo o petróleo que produz. Para a presidenta, a facilidade de extração mineral nos campos do pré-sal justificam a adoção desse modelo, em que o Estado é dono do petróleo produzido.
“Ninguém pode achar, em sã consciência, que é um grande peso para uma empresa ter acesso privilegiado aonde tem muito petróleo e de boa qualidade. Isso acontece com a Petrobras no caso do modelo de partilha que, do ponto de vista desse governo, será mantido”.
Outro ponto abordado por Dilma na solenidade em Pernambuco diz respeito à excelência da Petrobras em tecnologia. Ela fez referência ao prêmio OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations and Institutions.
"A Petrobras é uma das maiores conquistas do povo brasileiro e, mesmo no momento em que a empresa enfrenta um dos seus maiores desafios, ela é forte o suficiente para ganhar o “Oscar tecnológico”, disse.
A premiação representa o reconhecimento mais importante que uma empresa de petróleo pode receber como operadora offshore, que busca petróleo em águas profundas. A Petrobras recebeu o prêmio no início deste mês, nos Estados Unidos.
A presidenta lembrou que a Petrobras é uma das poucas do mundo a dispor de tecnologia para operar com sucesso a 3, 5 e até a 7 mil metros de profundidade, suportando temperaturas e pressões extremas sob a água. “Qual é o obstáculo? Extrair petróleo? O Brasil extrai. Extrair petróleo a preços competitivos? O Brasil extrai. É por isso que tem demanda por navios [no Brasil]. Somente se a demanda não for atendida por trabalhadores e empresas brasileiras, aí, aceitamos investidores que venham de fora, gerar emprego aqui”, enfatizou.
Fonte:Blog do Planalto
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