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Plano 2026-2030 da Petrobras prevê construção de 20 navios de cabotagem e 18 barcaças

Companhia prevê investimentos totais de US$ 109 bilhões, sendo US$ 91 bilhões em projetos da carteira em implantação e US$ 18 bilhões na carteira em avaliação, composta por oportunidades com menor grau de maturidade

O plano de negócios da Petrobras (PN 2026-2030), aprovado na última quinta-feira (27), prevê a construção de um total de 20 navios de cabotagem e de 18 barcaças, com investimento de US$ 1,9 bilhão no período e afretamento de 40 novas embarcações de apoio para renovação da frota de suporte às atividades de exploração e produção (E&P). Os quase US$ 2 bilhões para construção dos 20 navios de cabotagem abrangem 4 classe Handy 2; 8 gaseiros; 4 Medium Range 1 (MR1); e 4 Medium Range 2 (MR2). Estes últimos correspondem a US$ 400 milhões, mas a aquisição está em etapa de avaliação pela empresa.


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Na prática, o PN 2026-2030 incluiu 18 novas barcaças bunker, previstas para entrega em 2029, e os 4 novos MR2, com previsão de início de operação em 2030. Os 4 Handy e os 8 gaseiros têm previsão de entrega em 2028, enquanto os 4 navios MR1 têm previsão de começar a operar para a companhia em 2029.

O afretamento de 40 novas embarcações de apoio marítimo para renovação da frota de suporte às atividades de exploração e produção (E&P) representa estimativa de mais de US$ 4 bilhões de custo de construção. O número compreende 12 PSVs (transporte de suprimentos), 10 OSRVs (combate ao derramamento de óleo, 16 RSVs e 2 AHTS (manuseio de âncoras).

Em relação ao plano 2025-2029, o plano de negócios atual prevê acréscimo de US$ 500 milhões em novos navios e expansão da malha dutoviária, passando de US$ 3,6 bilhões para US$ 4,1 bilhões. Essa fatia passou a representar 26% do capex da companhia em implantação. No documento, a companhia afirma que a renovação e a ampliação da frota de navios de cabotagem para classes de baixa liquidez e o afretamento de embarcações de apoio offshore trarão novas oportunidades para a indústria naval.

A Petrobras informou que os investimentos em comercialização e logística têm como objetivos principais ampliar a presença da companhia em mercados em crescimento, como o Centro-Oeste e o Arco Norte; aumentar a frota de navios e embarcações; e otimizar os ativos logísticos, buscando maximizar a eficiência operacional. Essas iniciativas resultarão em redução de custos logísticos e da pegada de carbono, capturando mais mercado para a Petrobras.

PN 2026-2030
No horizonte do PN 2026-30, a Petrobras prevê investimentos totais (Capex) de US$ 109 bilhões em suas atividades, sendo US$ 91 bilhões em projetos da carteira em implantação e US$ 18 bilhões na carteira em avaliação, composta por oportunidades com 'menor grau de maturidade'. O plano foi aprovado pelo conselho de administração da companhia, em reunião na última quinta-feira (27).

No PN 2026-30, a Petrobras promete manter as estratégias definidas no Plano Estratégico 2050 (PE 2050) e reafirma sua visão de ser a melhor empresa diversificada e integrada de energia na geração de valor, construindo um mundo mais sustentável, conciliando o foco em petróleo e gás com a diversificação em
negócios de baixo carbono (inclusive produtos petroquímicos, fertilizantes e biocombustíveis), sustentabilidade, segurança, respeito ao meio ambiente e atenção total às pessoas.

A Petrobras ressaltou que, diante do cenário de preços mais baixos de petróleo, o PN 2026-30 reforça o compromisso de crescimento com geração de valor e com a sustentabilidade financeira da companhia, 'por meio da disciplina de capital, eficiência operacional, otimização de gastos operacionais e limites orçamentários para investimentos, além da adoção de critérios mais restritivos na governança de aprovação de projetos'.






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