Vinte e um embaixadores de países das América do Norte, Central e do Sul, da Europa, da Ásia e da África visitaram em 29 de abril o Estaleiro Brasil Sul (TKMS), em Itajaí (SC), onde estão sendo construídas para a Marinha do Brasil as fragatas da classe Tamandaré. Além dos representantes diplomáticos, estiveram presentes autoridades ligadas ao setor industrial, ao Ministério da Defesa e à Marinha, além de dirigentes do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
De acordo com a Marinha, a programação incluiu apresentações sobre a indústria naval e discussões sobre parcerias para fortalecer a relação entre diplomacia e setor marítimo-industrial e para que os visitantes recebessem informações sobre a Base Industrial de Defesa (BID). Um dos objetivos foi promover os produtos de defesa produzidos no Brasil com vistas a possíveis acordos de cooperação e venda de equipamentos, incluindo embarcações.
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A embaixadora da Eslováquia, Katarina Tomková, classificou como inovador o projeto das fragatas Tamandaré e disse que acredita que há espaço para uma parceria de seu país com o Brasil com transferência de tecnologia. “Estamos trabalhando para estreitar os laços entre nossas indústrias de defesa e identificamos novas oportunidades, pois vimos que essa parceria pode funcionar”, avaliou.
O diretor de Gestão de Programas da Marinha (DGePM), vice-almirante Marcelo da Silva Gomes, afirmou que foi uma oportunidade de mostrar para nações amigas a capacidade que o Brasil tem não só de construir equipamentos de defesa para uso próprio, mas também para exportação a países que tenham interesse em ter as fragatas da classe Tamandaré. E o comandante do 5º Distrito Naval, vice-almirante José Achilles Abreu Jorge Teixeira, disse que a visita demonstrou a capacidade do país de trabalho e de aplicação de tecnologia de ponta.
Outro objetivo do encontro foi mostrar como a indústria nacional pode contribuir para projetos de construção de equipamentos de defesa com sustentabilidade logística e reforço às capacidades relacionadas ao poder naval. Segundo a Marinha, o fortalecimento da BID está relacionado à capacidade de o Brasil desenvolver soluções próprias, reduzir dependências críticas e ampliar sua inserção em projetos internacionais.











