A Samsung Heavy Industries Industries intensificou sua estratégia para liderar o nascente mercado de data centers flutuantes, após obter aprovações preliminares de classificação para um projeto de 50 megawatts (MW) e assinar acordos com armadores e empresas de tecnologia. Este movimento começa a chamar a atenção de armadores interessados em novas fontes de receita com infraestrutura digital offshore.
Segundo a Samsung Heavy Industries, o conceito de Floating Data Center (FDC) prevê instalar centros de processamento de dados em estruturas flutuantes – navios ou plataformas – capazes de operar próximos a portos, áreas costeiras ou mesmo em rios, utilizando água do mar para resfriamento e reduzindo a pressão sobre redes elétricas e terrenos urbanos cada vez mais disputados. O projeto de 50 MW recebeu aprovação em princípio (AiP) de ABS e Lloyd’s Register em abril, incluindo sistema próprio de geração de energia a bordo, o que aumenta a autonomia da unidade frente à infraestrutura em terra.
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Na Posidonia 2026, em Atenas, a Samsung Heavy Industries firmou um acordo de cooperação com a armadora grega Capital Clean Energy Carriers e com a Lloyd’s Register para desenvolver negócios em FDC, além de assinar entendimento com a norte-americana Supermicro para adaptar servidores de inteligência artificial às condições marítimas, como salinidade, umidade e movimentação da estrutura. A fabricante também anunciou memorandos com a ABB e com a Mousterian Corporation, desenvolvedora de infraestrutura de data centers flutuantes nos Estados Unidos, reforçando a estratégia de entrar em múlticos mercados com parceiros locais.
Para armadores e operadores de infraestrutura portuária, os FDCs se apresentam como uma nova classe de ativos, capazes de gerar receitas ligadas ao aluguel de capacidade computacional em vez de apenas frete ou armazenagem de cargas. Em países com forte vocação marítima e planos de expansão de parques eólicos offshore – como Brasil, Reino Unido e Estados Unidos –, o modelo abre espaço para projetos integrando geração de energia no mar, cabos submarinos e data centers flutuantes ancorados próximos a grandes hubs portuários e de cabotagem, criando um novo eixo de demanda potencial para estaleiros e fornecedores da indústria naval.













