A Rumo e a Olfar realizaram os primeiros embarques, em fase de comissionamento, a partir do novo terminal rodoferroviário de Porangatu (GO). A estrutura fortalece a conexão do norte de Goiás e do sul do Tocantins com o corredor ferroviário até o Porto de Santos (SP). A parceria entre a operadora ferroviária de cargas e um dos principais grupos industriais de biodiesel e processamento de soja do Brasil foi estruturada para apoiar o escoamento de grãos e o atendimento da produção agroindustrial de uma área com crescente relevância no Centro-Norte.
O novo terminal tem capacidade de transbordo de 1,5 milhão de toneladas de grãos e operação de carga e descarga de até 1.000 toneladas por hora. A entrada de Porangatu ocorre em um momento de avanço da Rumo em Goiás. Em 2025, a companhia movimentou cerca de 5,7 milhões de toneladas de grãos no estado e alcançou 28% de participação na exportação estadual, acima dos 25% registrados em 2024. A empresa avalia que o resultado acompanha a ampliação de sua presença e do fortalecimento da infraestrutura ferroviária em Goiás. A estrutura está está instalada próximo ao acesso à BR-153 e tem conexão direta à Malha Central.
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“Porangatu amplia a presença da Rumo em uma região estratégica para o agro e reforça a capacidade da Malha Central de atender a produção do norte de Goiás e do sul de Tocantins com mais previsibilidade e competitividade. A conexão ferroviária com Santos encurta distâncias logísticas, amplia as alternativas de escoamento e fortalece a integração da produção regional aos principais mercados do país”, disse o diretor comercial da Rumo, Diogo Velloso.
O presidente do grupo Olfar, José Carlos Weschenfelder, acrescentou que esse projeto fortalece a produção local, impulsiona a integração da cadeia produtiva e cria novas condições para o desenvolvimento regional. “A operação ferroviária em Porangatu consolida um avanço estratégico para a Olfar, para a região e para o estado de Goiás”, comentou Weschenfelder.
Em Porangatu, a Olfar vem ampliando sua atuação desde 2021, quando reativou a usina de biodiesel, e avançou com a estruturação de um complexo industrial de soja, concluído em 2026. A partir da nova operação ferroviária, esse movimento ganha escala, com um terminal que possui volume contratado de 3 mil toneladas por dia de farelo de soja e amplia a infraestrutura disponível para uma região cada vez mais estratégica ao agronegócio brasileiro.
A Rumo administra cerca de 14 mil quilômetros de ferrovias nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. A estrutura industrial da Olfar reúne três usinas de biodiesel localizadas no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Goiás, além de duas indústrias de esmagamento de soja nos estados do RS e GO. O grupo conta com mais de 60 unidades de recebimento de grãos, distribuídas estrategicamente nessas regiões.














