Um ano após o início da operação de um dos maiores comboios fluviais do transporte de grãos do país em volume de carga, o grupo Bertolini busca fortalecer conexões com operadores logísticos, tradings, empresas do agronegócio e parceiros da cadeia de infraestrutura e navegação. A estrutura de integração rodofluvial foi realocada e passa atualmente por uma área restrita conhecida como região dos Estreitos, transportando 62,5 mil toneladas por viagem de Miritituba a Vila do Conde, no Pará. De acordo com a empresa, a capacidade é aproximadamente 25% superior à de operações similares, tendo permitido aumentar, de 20 para 30, o número de barcaças no comboio.
O comboio ‘Bertolini CL’ é equipado com quatro motores de 12 cilindros da Mitsubishi Marine, de 1180 hp cada. Cada operação equivale a retirar das estradas 1.250 caminhões por viagem, por meio de uma das principais rotas de exportação da soja produzida no cerrado brasileiro. Os grãos percorrem corredores hidroviários pela margem sul do Amazonas até terminais estratégicos em Itacoatiara (AM), Santarém (PA), Porto Velho (RO) e Belém (PA), onde são armazenados e posteriormente transferidos para navios de exportação.
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“É um dos exemplos mais robustos do crescimento da integração rodofluvial no Brasil, modelo logístico que vem ganhando protagonismo, afinal reduz custos, amplia eficiência operacional e diminui impactos ambientais”, destacou o diretor industrial do grupo Bertolini, Flávio Silveira. O ‘Bertolini CL’, apresentado em um evento em Manaus nesta semana, foi construído no estaleiro Beconal, que pertence ao grupo, e possui aproximadamente 450 toneladas de porte bruto.
O líder de negócios marítimos da Mitsubishi Marine, Rodrigo Teixeira, destacou que o projeto tem como diferencial motores que possuem instalação simples e facilidade na manutenção e operação. A empresa responsável pela motorização da embarcação tem parceria com a Bertolini desde 2006. “Este é um momento histórico para o transporte fluvial no Brasil. Com a parceria, estamos redefinindo os padrões de eficiência e desempenho no setor”, avaliou Teixeira.














