O número de viagens de navios porta-contêineres pela Rota Marítima do Norte (RMN), pelo Oceano Ártico, chegou a 15 em 2025, o maior número anual registrado, de acordo com o relatório O Aumento da Navegação no Ártico 2013–2025, elaborado pela entidade Proteção do Meio Ambiente Marinho do Ártico (PAME). Em 2024, 12 embarcações do tipo haviam cruzado a região, enquanto em 2023, foram sete.
Do total de 2025, sete viagens foram no sentido leste, cinco das quais entre portos chineses e russos. Além disso, foi registrada uma viagem doméstica entre Vladivostok e São Petersburgo, na Rússia, e o navio Istanbul Bridge, com capacidade para 4.890 TEUs, completou sua viagem inaugural da China para o norte da Europa, com escalas em portos do Reino Unido, Benelux, Alemanha e Polônia. Foram registradas oito viagens rumo ao oeste, sete partindo de São Petersburgo para portos chineses e uma de Arkhangelsk. O menor navio a operar na rota foi o Fesco Novik, com capacidade para 707 TEUs.
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Segundo o levantamento, o primeiro navio de 2025 entrou na rota em 30 de junho e o último saiu em 17 de novembro, definindo uma janela operacional de aproximadamente quatro meses e meio, mas condições livres de gelo foram raras. O período de navegação em águas abertas estendeu-se por cerca de duas semanas a partir do fim de setembro, enquanto as demais travessias exigiram o auxílio de quebra-gelos.
O uso da Rota Marítima do Norte (NSR) continua concentrada principalmente entre operadores chineses de menor porte. A MSC confirmou que não utilizará essa rota, alegando que a segurança da navegação não pode ser garantida em ambiente no qual o tráfego de embarcações pode impactar os ecossistemas locais. A Maersk, por sua vez, não fez nenhuma travessia desde a viagem experimental de 2018, do navio Venta, com capacidade para 3.600 TEUs.
O aumento das travessias pela Rota Marítima do Norte faz parte de um crescimento mais amplo da atividade marítima no Ártico, segundo a Proteção do Meio Ambiente Marinho do Ártico. A entidade informou que o número de embarcações únicas operando na área do Código Polar do Ártico aumentou de 1.298 em 2013 para 1.812 em 2025, com aumento de 40% em 12 anos, e que em 2025 40% dos barcos que entraram na área eram de pesca, incluindo arrastões de fábrica e de transporte de pescado.
O relatório informa também que houve redução na extensão média do gelo marinho em setembro. De acordo com dados do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo (NSIDC), a área coberta em setembro de 1999 foi de 6,1 milhões de quilômetros quadrados, número que caiu para 5,3 milhões em 2009, 4,4 milhões em 2019 e 4,7 milhões em 2025.


















