A União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Japão, Noruega e Cingapura assinaram uma declaração conjunta sobre a redução das emissões de gases de efeito estufa provenientes de combustíveis fósseis. Os signatários comprometem-se a tomar medidas rápidas para enfrentar as crises de segurança climática e energética.
As partes assumem que a dependência de combustíveis fósseis deixa o mundo vulnerável à volatilidade do mercado e aos desafios geopolíticos.
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De acordo com a declaração conjunta, os parceiros reconhecem que, em cenários alinhados ao aumento de 1,5°C, o consumo de combustíveis fósseis ainda persistirá, mas em níveis de declínio rápido, à medida que a transição energética global se desenrola. “Nos comprometemos a tomar medidas imediatas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa associadas à produção e consumo de energia fóssil, principalmente para reduzir as emissões de metano”, afirma a declaração.
Os signatários pedem aos importadores de energia fóssil que tomem medidas para reduzir as emissões de metano associadas ao seu consumo, estimulando a redução em toda a cadeia de valor. Aos produtores de energia fóssil, é solicitada a implementação de projetos e apoio a políticas com o objetivo de alcançar reduções de emissões em todas as operações.
A Declaração pede também um chamado à ação sob o Global Methane Pledge, para reduzir as emissões antropogênicas coletivas de metano em pelo menos 30% em relação aos níveis de 2020 até 2030 como uma estratégia essencial para reduzir o aquecimento no curto prazo e manter um limite de 1,5°C na temperatura.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen , manifestou o apoio da entidade à introdução de um limite máximo para o preço do petróleo. Na Cúpula do G20 que ocorre atualmente em Bali, Von der Leyen afirmou que a energia limpa é a única resposta para as crises energética e climática.