A disrupção no Estreito de Ormuz no transporte de contêineres elevou custos operacionais, mas também sustentou fretes mais altos para Maersk e Hapag-Lloyd no segundo trimestre de 2026. Os resultados divulgados pelas companhias mostram que despesas com bunker, seguros, armazenagem, desvios de rota e transporte terrestre aumentaram, enquanto a restrição de capacidade ajudou a sustentar a remuneração dos serviços.
A Hapag-Lloyd informou que os efeitos do conflito no Oriente Médio adicionaram cerca de US$ 600 milhões aos seus custos no trimestre. Segundo a companhia, o impacto incluiu gastos adicionais com combustível, seguros, estocagem, redirecionamento de serviços e transporte terrestre.
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Apesar da pressão, a armadora alemã encerrou o segundo trimestre com EBITDA de US$ 829 milhões, ou 712 milhões de euros, ligeiramente acima do resultado de igual período de 2025. O lucro do grupo, entretanto, caiu para US$ 83 milhões, equivalentes a 71 milhões de euros, refletindo a elevação das despesas operacionais.
A Maersk também reportou melhora de desempenho e elevou sua projeção anual. A empresa passou a estimar EBITDA entre US$ 10,5 bilhões e US$ 12,5 bilhões em 2026, ante faixa anterior de US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões, após registrar demanda mais firme, fretes spot mais elevados no segmento Ocean e crescimento nos demais negócios.
No primeiro trimestre, antes da melhora de fretes observada no período seguinte, a Hapag-Lloyd havia registrado receita de US$ 4,8 bilhões em sua divisão de navegação regular e tarifa média de US$ 1.330 por TEU, abaixo dos US$ 1.471 por TEU do primeiro trimestre de 2025. O volume transportado foi de 3,2 milhões de TEUs, segundo dados divulgados pela companhia.
A combinação de bloqueios, desvios e maior tempo de trânsito reduziu a oferta efetiva de capacidade em algumas rotas e permitiu que armadores aplicassem preços mais altos. A tendência, contudo, dependerá da normalização das passagens por Ormuz e pelo Mar Vermelho, uma vez que a retomada gradual dessas rotas pode reduzir a pressão sobre fretes e sobre a utilização da frota.
















