A A.P. Moller-Maersk está à beira de virar de rumo e adentrar-se, finalmente, num processo de aquisições que tem como propósito o aumento da vertente logística do grupo – um novo passo na reestruturação da Maersk e na redefinição das prioridades da líder de mercado do transporte marítimo de contentores. Dominante nos mares, a empresa pretende expandir-se para terra e oferecer aos clientes uma solução integrada global.
O grupo dinamarquês representa um quinto de todo o frete marítimo, mas fornece serviços de logística terrestre para menos de 20% de seus clientes marítimos, explicou, em entrevista ao ‘Financial Times‘, o CEO, Soren Skou. «Precisamos acelerar a vertente terrestre, precisamos de cultivá-la, precisamos de fazer algumas aquisições específicas. Estamos perto do ponto em que isso faz todo o sentido», declarou.
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Este desejo sucede uma significativa transformação, na qual o grupo alienou os seus negócios de petróleo e outras de energia para se concentrar exclusivamente na transportadora marítima Maersk Line, bem como em seus terminais portuários e unidades de logística. Para Skou, é tempo de a Maersk oferecer serviços de gestão da cadeia de abastecimento, de armazéns e apostar no frete rodoviário, para «se tornar um integrador global», abarcando o processo de ponta a ponta, «desde a fábrica ao centro de distribuição», salientou.
Com um balanço mais sólido que em 2018, (um ano difícil para o grupo) a Maersk sente que 2020 será um ano propício à aposta na logística terrestre, capaz de complementar os serviços marítimos existentes: «Estamos actualmente a consolidar o nosso balanço patrimonial. É muito mais forte do que há um ano atrás», disse Soren Skou, que apontou números que mostram que a dívida líquida da Maersk no final do terceiro trimestre: 12 mil milhões de dólares, contra 18,8 registados em 2018.
Fonte: Revista Cargo/Portugal