Um porta-contêineres bicombustível da Maersk realizou em Roterdã uma operação de abastecimento com combustível marítimo composto por 100% etanol. É mais um passo da armadora dinamarquesa nos testes com combustíveis alternativos para descarbonização do transporte marítimo. A operação ocorre no contexto de uma série de ensaios que a empresa vem conduzindo com misturas de metanol e etanol em navios equipados com motores bicombustível.
Segundo informações da própria Maersk, os testes com etanol sucedem uma primeira fase de experimentos com metanol verde em navios como o Laura Mærsk e integram a estratégia de ampliar o leque de combustíveis de menor intensidade de carbono que possam ser usados em navios já projetados para operar com metanol. Em etapa anterior, a companhia já havia avaliado o desempenho de mistura com 50% etanol e 50% metanol em rota comercial, e agora avança para o uso de etanol puro em bunker, monitorando impactos em eficiência, emissões e operação dos sistemas de bordo.
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Para o Brasil, maior produtor mundial de etanol de cana-de-açúcar, o avanço desses testes é acompanhado com interesse por agentes ligados à indústria sucroenergética e ao shipping, que enxergam potencial de o biocombustível ganhar espaço como alternativa renovável em rotas internacionais. Se ganhar escala, o uso de etanol como parte do portfólio de e-combustíveis marítimos pode abrir oportunidade para exportadores brasileiros e para terminais portuários com capacidade de armazenagem e manuseio de biocombustíveis, em especial em corredores que já concentram embarques para Europa e Ásia.














