Levantamento divulgado pela consultoria Alphaliner revelou que, do quarto trimestre de 2025 ao segundo trimestre de 2026, considerado até 14 de abril, a velocidade média da frota global de navios porta-contêineres caiu 2,3%, de 15,58 para 15,22 nós, por causa do aumento do preço dos combustíveis. Segundo a empresa, a redução começou após 28 de fevereiro, quando foram iniciados os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz.
O estudo mostrou que, em 14 de abril, a velocidade média era de 15,18 nós, a menor no segmento desde março de 2023. De acordo com o relatório, a queda coincide com o aumento dos preços do combustível marítimo, que atingiram os maiores valores já registrados, de 1.201 dólares por tonelada de óleo com teor muito baixo de enxofre, em 13 de março, e de 2.018 dólares por tonelada de óleo diesel marítimo com baixo teor de enxofre, em 3 de abril, ambos em Singapura.
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A avaliação da Alphaliner é de que o impacto da crise do Golfo Pérsico na velocidade dos navios não foi uniforme. Ela destacou que os serviços norte-sul foram os mais afetados, com queda de 3,6% nas rotas entre o Extremo Oriente e a América do Sul e entre o Extremo Oriente e a Austrália e a Nova Zelândia. A consultoria explicou que rotas mais longas permitem reduções maiores sem afetar a frequência do serviço.
Mas, de acordo com o levantamento, foram verificadas reduções de velocidade também nas principais rotas leste-oeste por causa aumento do preço do combustível. Na rota Extremo Oriente-Costa Leste, as velocidades diminuíram 2,2%, na Extremo Oriente-Costa Oeste, 1,8%, e na do Atlântico Norte, 1,5%.
Em sentido contrário, na rota entre o Extremo Oriente e a Europa houve aumento de 1,3% na velocidade média no trimestre. Nesse caso, segundo a consultoria, a elevação deve-se à necessidade de fazer desvios em torno do Cabo da Boa Esperança e aos esforços das companhias de navegação para manter prazos. Mas, desde 1º de março, também nessa rota as embarcações começaram a desacelerar, registrando queda de 0,7% na velocidade média.















