Empresa firmou primeiros contratos como EBN voltados a operações de transporte marítimo para terceiros, ampliando atuação fora do sistema Petrobras
A Transpetro ampliou sua atuação como empresa brasileira de navegação (EBN) e passará a viabilizar operações de transporte marítimo para clientes fora do Sistema Petrobras. Os primeiros contratos voltados a operações de transporte para terceiros foram assinados com Trafigura e Ipiranga. A Transpetro avalia que a nova frente de negócios amplia o portfólio de serviços logísticos da companhia, incluindo o afretamento de embarcações estrangeiras para atuar na cabotagem e no longo curso, em um contexto de crescimento da demanda por soluções logísticas integradas e aumento da produção de petróleo no país.
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A empresa de logística multimodal de petróleo, derivados e biocombustíveis afirma que a decisão de ingressar nesse novo segmento leva em conta a expansão do transporte aquaviário no país, além do aumento da procura por afretamento de embarcações estrangeiras, devido à baixa disponibilidade de navios de bandeira brasileira, e o aumento da produção de petróleo no país. Entre janeiro e novembro de 2025, a movimentação de petróleo e derivados nos portos brasileiros totalizou cerca de 203 milhões de toneladas, segundo dados do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).
A Transpetro destacou que os novos serviços oferecidos ao mercado asseguram segurança regulatória, operacional e técnica para viabilizar operações de navegação. O portfólio pode incluir avaliação técnica e operacional para verificação de padrões de segurança e conformidade em navios (vetting); checagem e adequação das embarcações às exigências específicas de cada terminal (fitting); suporte regulatório; monitoramento operacional; emissão de documentos de transporte, entre outros serviços.
O diretor financeiro da Transpetro, Danilo Silva, considera a atuação nesse mercado mais um passo estratégico da companhia para ampliar a carteira de clientes e o faturamento, em linha com os objetivos estratégicos da companhia. Ele disse que a experiência no atendimento à Petrobras credencia a subsidiária com uma estrutura sólida de segurança operacional e nos permite oferecer uma gama mais ampla e integrada de serviços logísticos.
“A Transpetro passa, agora, a oferecer ao mercado a oportunidade de viabilizar operações com embarcações estrangeiras quando não houver disponibilidade de navios com bandeira brasileira, assegurando conformidade regulatória, eficiência logística e continuidade das operações”, afirmou Silva. A frota da Transpetro é composta por 33 embarcações, com capacidade de 3,17 milhões de toneladas de porte bruto (TPB).
A expectativa da Transpetro é que a entrada no novo mercado garanta escala, eficiência e confiabilidade no transporte marítimo, sendo um diferencial estratégico para atender operações de grande porte. A avaliação da empresa é que, ao combinar transporte marítimo, dutos, tancagem, operações de transferência entre navios (ship-to-ship) e outras soluções logísticas, fortalece sua capacidade multimodal e passa a entregar um portfólio mais completo, com ganhos de agilidade, eficiência e maior controle das operações ao longo de toda a cadeia logística.
Atualmente, a Transpetro opera 46 terminais (25 aquaviários e 21 terrestres), cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos. A maior subsidiária da Petrobras presta serviços a distribuidoras, à indústria petroquímica e demais empresas do setor de petróleo e gás. A carteira da subsidiária da Petrobras hoje conta com mais de 130 clientes.
(Em atualização)
















