O Boletim Anual de Recursos e Reservas (BAR) 2025 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado, nesta sexta-feira (10), com dados sobre as reservas brasileiras de óleo e gás natural declaradas por empresas operadoras de áreas de áreas exploração e produção no ano passado, informa que as reservas provadas de petróleo cresceram 3,84% na comparação com 2024. Além disso, segundo o relatório, houve aumento de 3,19% na soma delas com as prováveis e de 1,48% quando incluídas as possíveis.
A Agência explicou que as reservas provadas correspondem à quantidade de petróleo ou gás natural que a análise de dados de geociências e engenharia indica com razoável certeza como recuperáveis comercialmente e que, quando feitos estudos sobre probabilidades, que a perspectiva de quantidade recuperada seja igual ou superior a pelo menos 90%. Para as prováveis, a estimativa de que a quantidade recuperada seja igual ou maior que a das provadas deve ser de pelo menos 50%, enquanto em relação às possíveis, o índice deve superar em pelo menos 10% as expectativas relativas à soma das outras duas.
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Em 2025, as empresas contratadas para exploração e produção no Brasil informaram a existência do equivalente a 17,488 bilhões de barris de petróleo em reservas provadas, de 24,265 bilhões de barris quando incluídas as prováveis e de 28,877 bilhões de barris se forem somadas também as possíveis. O índice de reposição de reservas provadas de petróleo, que indica a relação entre o volume apropriado e o volume produzido, foi de 147,03%, com anúncio de 2,023 bilhões de barris em novas reservas.
No caso do gás natural, segundo os dados do Boletim, foram declarados 572,752 bilhões de metros cúbicos de reservas provadas, 694,383 bilhões de metros cúbicos de prováveis e 751,624 bilhões de metros cúbicos de possíveis. Os números representam altas, em números absolutos, de 4,89%, 3,20% e 1,50%, respectivamente, em relação ao ano anterior.
De acordo com análise da ANP, as mudanças no volume das reservas de petróleo e de gás natural brasileiras são resultado da produção durante o ano, das reservas adicionais em novos projetos de desenvolvimento, declarações de comercialidade e revisão em campos por fatores técnicos e econômicos. Os dados são apresentados com informações por estados, incluindo a produção acumulada por cada um deles, e a fração recuperada por bacia, que é a produção total acumulada dividida pelo volume de petróleo nos reservatórios.
A ANP explicou que as operadoras dos campos produtores devem informar até 31 de janeiro os volumes de reservas, recursos, produção acumulada e os volumes in situ de petróleo e de gás natural relativos ao ano anterior. E que as informações incluídas em seu Boletim Anual devem estar de acordo com o Plano de Desenvolvimento e com os planos e programas submetidos à Agência.
















