O secretário nacional de petróleo, gás natural e biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Renato Dutra, destacou na última quarta-feira (20) o crescimento do segmento offshore no Brasil, com previsão de alcançar 100 bilhões de dólares em investimentos no período entre 2024 e 2026. Durante o FPSO Brazil Congress 2026, encontro internacional com representantes do setor para discutir a indústria de petróleo e gás natural no mundo realizado no Rio de Janeiro, ele ressaltou a forte demanda por navios-plataforma (FPSOs), sistemas submarinos e serviços especializados, além da ampliação das oportunidades para fornecedores e empresas que atuam em toda a cadeia de suprimentos offshore.
Dutra destacou os resultados das rodadas do Leilão de Áreas Não Contratadas, em 2025, com 34 blocos arrematados no 5º Ciclo de Oferta Permanente de Concessão, arrecadação de R$ 989,3 milhões em bônus de assinatura e previsão de investimentos exploratórios mínimos de R$ 1,46 bilhão. Informou ainda que, no regime de partilha, cinco blocos foram arrematados, com investimentos mínimos de R$ 451,5 milhões, e que os leilões da PPSA venderam 74,5 milhões de barris, com arrecadação estimada em R$ 28 bilhões.
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O secretário citou ainda que entre as perspectivas do país para 2026 estão o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha e o 6º Leilão de Petróleo da União. E destacou a expectativa de venda de 106,5 milhões de barris da parcela da União, maior volume já ofertado pelo offshore brasileiro.
Evolução
Também nesta semana, o gerente de desenvolvimento de negócios da Modec no Brasil, Rodrigo Rocha, destacou que os FPSOs evoluíram ao longo das últimas décadas para atender às novas demandas da indústria global de petróleo e gás, em um cenário marcado pela busca por maior eficiência operacional, redução de emissões e desenvolvimento de projetos cada vez mais complexos
Durante o evento 'FPSO Expo Brasil', no Rio de Janeiro (RJ), Rocha abordou o papel estratégico do Brasil no desenvolvimento de campos petrolíferos offshore e a consolidação do país como um dos principais mercados globais para FPSOs. Ele reforçou como a experiência acumulada pela indústria offshore contribuiu para o aprimoramento contínuo das operações, impulsionando soluções mais eficientes, confiáveis e alinhadas aos desafios atuais do setor.
“A indústria offshore vive um momento de evolução importante. O desenvolvimento de FPSOs mais eficientes, com maior capacidade operacional e soluções voltadas à redução de emissões, será cada vez mais relevante para a competitividade dos projetos”, afirmou Rocha.














