Após uma campanha de revitalização e manutenção, a FPSO Cidade de Itajaí, que opera no campo de Baúna, na Bacia de Santos, alcançou eficiência operacional de 97,2% no segundo trimestre de 2026, acima da faixa-alvo de 90% a 95% e superior aos 96,1% registrados no trimestre anterior.
A operadora Karoon destaca que a campanha restabeleceu a produção em cerca de 10 mil barris de óleo equivalente por dia, após intervenções nos poços SPS-92 e PRA-2. No segundo trimestre de 2026, a empresa produziu 1,08 milhão de barris de óleo equivalente, com média de 9.202 barris de óleo por dia (bopd), frente aos 17.350 bopd do primeiro trimestre, em um cenário marcado por parada programada de 28 dias para manutenção da FPSO e pelo fechamento temporário do SPS-92 para troca da bomba submersível elétrica.
PUBLICIDADE
A FPSO Cidade de Itajaí possui capacidade nominal de processamento de aproximadamente 80 mil barris de fluidos por dia e capacidade de armazenamento em torno de 631 mil barris de petróleo, atendendo ao projeto Baúna, que hoje soma produção total próxima de 22 mil bopd. A Karoon informa que, no período, foram realizados dois carregamentos, totalizando 0,98 milhão de barris, com destino a refinarias na Europa e na Ásia, a um preço médio realizado de US$ 94,56 por barril, 33% acima do trimestre anterior, refletindo a alta dos preços internacionais.
Entre os marcos do trimestre, a companhia ressalta a transferência do controle da operação da FPSO para a própria Karoon e a parada total de 28 dias da unidade para manutenção, inspeções e atualizações, incluindo inspeção de casco e substituição do cabeçalho de produção, concluídas em maio de 2026. A campanha de revitalização da FPSO, com apoio de flotel, foi finalizada em junho, permitindo a retomada da produção com todos os poços de Baúna online.
Após a intervenção no poço SPS-92 para substituição da bomba submersível elétrica (ESP), o poço PRA-2 também voltou a operar, após reconexão do cabo umbilical e restabelecimento da conectividade com a ESP. Com isso, todos os poços produtores associados ao projeto Baúna retornaram à operação, compondo um total de 12 poços submarinos, incluindo os dois poços de Patola, cuja produção foi iniciada em 2023.













