A Petrobras assinou, nesta sexta-feira (29), com a SBM Offshore contratos pelos quais investirá cerca de R$ 60 bilhões para a construção de duas unidades de produção de petróleo e gás do tipo FPSO, Seap I e Seap II, como parte o projeto Sergipe Águas Profundas. Pelo acordo, a petroleira será a dona das unidades, enquanto a parceira, além do projeto, da fabricação e da montagem, será responsável pela operação e pela manutenção pelo período de 78 meses.
De acordo com a Petrobras, Seap-II (P-87), terá capacidade para produzir 120 mil barris de petróleo e processar 12 milhões de metros cúbicos (m³) de gás natural diariamente, com início da produção previsto para 2030. O projeto prevê a exploração de jazidas de óleo leve de boa qualidade e gás não associado com baixo teor de contaminantes, a cerca de 80 quilômetros da costa.
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A outra plataforma contratada, Seap-I (P-81), poderá produzir 120 mil barris de petróleo e processar 10 milhões de m³ de gás natural por dia, com previsão de a produção ser iniciada em 2031 em jazidas também de óleo leve de boa qualidade e de gás não associado com baixo teor de contaminantes. A unidade será instalada a aproximadamente 100 quilômetros da costa.
A petroleira informou que os FPSOs serão conectados a um gasoduto de escoamento com cerca de 134 quilômetros de extensão, sendo 111 quilômetros no mar e 23 quilômetros em terra. A avaliação da empresa é de que, além de aumentar sua capacidade de exploração offshore, as unidades, cuja produção total prevista supera um bilhão de barris, representarão o início do desenvolvimento de nova fronteira de produção de óleo e gás no Nordeste. “Seap transforma Sergipe no maior estado produtor do Nordeste”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, que esteve em agenda em Sergipe.
Descomissionamento
Além do investimento nos dois novos FPSOs, a petroleira anunciou que, até 2035, aportará cerca de R$ 12,5 bilhões no descomissionamento de 26 plataformas de petróleo em águas rasas de Sergipe. O processo, iniciado no final de 2025, abrange o tamponamento de 169 poços e remoção de estruturas, gerando cerca de 950 empregos diretos e demandas na cadeia de suprimentos local.
Os anúncios, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram feitos durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen), na cidade de Laranjeiras, que, após investimentos de R$ 60 milhões da Petrobras, voltou a produzir amônia em dezembro de 2025 e iniciou a produção de ureia em janeiro de 2026. A unidade, que produz amônia, ureia perolada e granulada, tem capacidade de produção de 1.800 toneladas diárias de ureia, equivalentes a aproximadamente 7% da demanda nacional, e gera 530 empregos diretos e cerca de 1.500 empregos indiretos.













