Os acionistas da Braskem elegeram Magda Chambriard, atual presidente-executiva da Petrobras, para presidir o conselho de administração da petroquímica, em movimento que reforça a influência da estatal na definição dos rumos da companhia em meio ao processo de mudança de controle.
A eleição ocorreu em assembleia realizada no fim de abril, após Petrobras e Novonor apresentarem chapa conjunta para o novo conselho, que incluiu Magda Chambriard como presidente e Héctor Nuñez, executivo ligado à antiga controladora, como vice-presidente do colegiado. O rearranjo na governança acompanha a reestruturação acionária da Braskem, em que a Novonor fechou acordo para transferir sua participação para o fundo IG4 Capital, ao mesmo tempo em que a Petrobras busca ampliar seu poder de decisão na empresa, com foco em ganhos de integração industrial.
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Para o complexo industrial brasileiro, a presença da presidente da Petrobras no comando do conselho da principal petroquímica do país tende a aproximar decisões sobre oferta de nafta, gás e outros insumos da estratégia da estatal, com efeitos em cadeias que abastecem setores como plástico, fertilizantes e produtos químicos. Em portos como Santos e em polos industriais próximos a terminais marítimos, onde a Braskem concentra unidades produtoras e operações de exportação, uma governança mais alinhada com a Petrobras pode influenciar planos de investimento, contratos logísticos e o uso da infraestrutura portuária para movimentação de resinas e matérias-primas.
A mudança ocorre em paralelo à implementação do Plano Estratégico 2026-2030 da Petrobras, que prevê US$ 109 bilhões em investimentos e maior foco em integração entre refino, gás e petroquímica, cenário em que decisões do conselho da Braskem sobre expansão de capacidade, transição energética e projetos de descarbonização podem ter impactos relevantes para armadores, terminais e operadores logísticos que atendem à indústria química e petroquímica no Brasil.












